Medida ocorre depois que os sul-coreanos suspenderam trechos do documento que os impediam de intensificar a vigilância militar na região
REDAÇÃO OESTE

Segundo KCNA, o exercício ‘dará uma contribuição significativo’ no aumento da capacidade do país em se preparar para uma ‘guerra’ | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
A Coreia do Norte anunciou, nesta quinta-feira, 23, que vai deixar o acordo militar assinado com a Coreia do Sul em 2018. O acerto tinha como objetivo diminuir as tensões entre os dois países.
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A medida foi tomada depois que a Coreia do Sul suspendeu trechos do documento que impediam os sul-coreanos de intensificar a vigilância militar na fronteira.
Os artigos foram anulados depois que a Coreia do Norte lançou um satélite de reconhecimento militar na última terça-feira, 22.
“O ato imprudente do inimigo de anular de forma repentina alguns artigos do acordo militar por causa do recente lançamento do satélite de reconhecimento da Coreia do Norte é uma expressão vívida da sua hostilidade para com o nosso país”, afirma o comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA. “De agora em diante, o nosso Exército nunca mais estará vinculado ao Acordo Militar Norte-Sul de 19 de setembro.”
O Ministério da Defesa Nacional da Coreia do Norte afirmou que os sul-coreanos “ficaram extremamente exaltados” com o lançamento. “O lançamento de satélites de reconhecimento é um direito legítimo da Coreia do Norte para reforçar as suas capacidades autodefensivas.”
Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte, supervisionou o lançamento do satélite

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, esteve na Administração da Coreia do Norte para ‘conhecer’ as operações do satélite de reconhecimento militar que foi lançado na última terça-feira, 22 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Conforme KCNA, o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, supervisionou o lançamento do satélite.
Ainda segundo a agência, o exercício militar “dará um contributo significativo” no aumento da capacidade do país em se preparar para uma “guerra”.
“Kim Jong-un disse que este é um grande acontecimento no desenvolvimento das Forças Armadas da República [da Coreia do Norte] e no enfrentamento de uma nova situação militar na região”, completou a KCNA.
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