Ação sob liderança da Polícia Militar de São Paulo resultou na prisão de mais de 900 criminosos e na apreensão de quase 1 tonelada de drogas
ANDERSON SCARDOELLI
Operação Escudo foi deflagrada depois de assassinato de policial da Rota no Guarujá (SP) | Foto: Divulgação/SSP-SPO governo de São Paulo decidiu, na terça-feira 5, encerrar a Operação Escudo. Liderada pela Polícia Militar (PM) na Baixada Santista, a ação chega ao fim com números a mostrar em relação ao combate ao crime organizado, sobretudo o tráfico de drogas.
Em 40 dias de atividade, a Operação Escudo foi responsável por efetuar a prisão de 958 criminosos. Desses, 382 eram procurados pela Justiça — ou seja, eram considerados foragidos, por crimes que vão desde falta de pagamento de pensão alimentícia até sequestro e homicídio.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informa que líderes de facção criminosa e traficantes de drogas estão entre os quase mil presos durante a ação sob liderança da PM. Além disso, as autoridades apreenderam 70 adolescentes infratores.
Durante a operação, 28 criminosos que entraram em confronto com policiais foram mortos pela PM.
No combate ao crime organizado, a Operação Escudo também chega ao fim com dados sobre apreensão de drogas e armamentos. De acordo com a SSP-SP, policiais apreenderam quase 1 tonelada de entorpecentes assim como 117 armas, incluindo fuzis e submetralhadora.
As autoridades paulistas afirmam que a ação resultou em prejuízo milionário ao tráfico de drogas.
Fim da Operação Escudo e volta da Operação Impacto

O secretário da SSP-SP, Guilherme Derrite, confirma o fim da Operação Escudo | Foto: Antonio Neto/SSP-SP
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que a Operação Impacto voltará com o fim da Operação Escudo. Nesse sentido, ele explicou que policiais de outros batalhões especiais de polícia (Baeps) vão voltar aos seus postos originais de trabalho. Dessa forma, o efetivo que já atuava na Baixada Santista seguirá na região.
“A Baixada continua sendo prioridade, ou seja, a migração da Operação Escudo e o retorno da Operação Impacto não vão representar prejuízo para a população”, afirmou Derrite, conforme comunicado da SSP-SP. “Os Baeps que prestaram apoio retornam para suas regiões, e nós manteremos um efetivo do Choque”, prosseguiu o secretário. “É importante ressaltar que a população não ficará desassistida.”
A PM paulista deflagrou a Operação Escudo depois da morte do soldado Patrick Bastos Reis, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em 28 de julho. Ele foi alvo de um disparo de arma de fogo enquanto realizava serviço de patrulhamento em uma favela do Guarujá (SP). O policial da Rota chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Ele deixou a mulher e um filho de três anos.
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