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quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Fungo mais mortal do mundo se espalha

O chapéu-da-morte é responsável por 90% dos óbitos relacionados a cogumelos

MARIANA GOELZER
Fungo está se disseminando na Austrália e na América do Norte | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Alastrando-se pelo solo dos Estados Unidos, um fungo de 15 centímetros de guelras brancas, caule esbranquiçado e um chapéu que por vezes ganha tonalidades amarelas ou verdes não parece se distinguir dos demais. Seu próprio nome o denuncia, no entanto. O chapéu-da-morte não é inofensivo e pode provocar a morte de quem o consumir inadvertidamente.

O Amanita phalloides é responsável por 90% das mortes relacionadas a cogumelos, porcentual que lhe garante o título de mais letal do mundo.

Recentemente, o fungo ocupou os noticiários depois que três pessoas na Austrália morreram após supostamente ingeri-lo.
Por que é tão mortal

O perigo do chapéu-da-morte está nas amatoxinas que contém. As substâncias podem provocar danos severos no fígado e nos rins, pois impedem que as células criem proteínas, levando à morte celular e à falência dos órgãos.

Além de sua aparência comum, suas toxinas não têm cheiro. Por isso, os cientistas recomendam que se evite a coleta de cogumelos.
Chapéu-da-morte se espalha

Originário do Reino Unido e de certas regiões da Irlanda, o fungo chapéu-da-morte se espalhou pela Austrália e pela América do Norte no século 20, mas permanece um mistério a data de quando teria chegado a essas localidades.

Micologista da Universidade de Wisconsin-Madison e uma das maiores especialistas em chapéu-da-morte, Anne Pringle esclarece que o fungo é capaz de prosperar em diferentes ambientes.

Prova disso é que pode ser encontrado em toda a Europa, crescendo tanto no norte da Suécia quanto no sul da França.

Pringle relatou que, desde sua chegada aos Estados Unidos, o fungo estendeu sua ocupação geográfica e alcançou outros Estados, sendo inclusive encontrado no norte da Colúmbia Britânica e no Canadá.

Os cientistas desconhecem como sua presença afetará o ambiente em que cresce. Essa investigação está em curso atualmente.

As informações são da National Geographic

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