RADIO WEB JUAZEIRO : Putin demite general suspeito de apoiar rebelião do Grupo Wagner



quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Putin demite general suspeito de apoiar rebelião do Grupo Wagner

Serguei Surovikin está desaparecido há dois meses

BRUNO LEMES
Putin e Surovikin, em dezembro de 2022 | Foto: Reprodução/Sputnik News

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afastou Serguei Surovikin do comando das Forças Aeroespaciais russas. Conhecido como “general Armagedom”, Surovikin era um dos militares mais respeitados no país.

O general está desaparecido desde 24 de junho, dia em que mercenários do Grupo Wagner lideraram um motim, frustrado, contra a cúpula militar da Rússia. Surovikin teria sido preso para interrogatório, sob suspeita de envolvimento com os rebeldes, de acordo com militares russos.

O Kremlin não deu satisfações sobre a demissão de Surovikin nem sobre seu futuro, caso seja localizado. Também não há confirmação oficial sobre as ligações do general com o Grupo Wagner.

Líder paramilitar morreu hoje em queda de avião

O Grupo Wagner perdeu seu líder nesta quarta-feira, 23. Yevgeny Prigozhin era um dos dez passageiros a bordo de uma aeronave que caiu cerca de meia hora depois da decolagem. As causas da queda estão sob investigação.

Imagens do avião em que Yevgeny Prigozhin se encontrava | Foto: Reprodução/Twitter

Pouco tempo depois do ocorrido, já circulava nas redes sociais vídeo com destroços do avião. Não houve sobreviventes.

Além do tino culinário, Surovikin e Prigozhin tinham em comum a proximidade com Putin. A morte do líder do Grupo Wagner ocorre dois meses depois de seu encontro supostamente conciliatório com o presidente russo.

Quanto ao general Armagedom, ele apareceu pela última vez em um vídeo. Na ocasião, pediu aos mercenários revoltosos que abaixassem suas armas, no dia do motim. Seu comportamento diante da câmera, porém, leva a crer que agia sob coação.

Apelido nada carinhoso

Serguei Surovikin ganhou a alcunha de “general Armagedom” graças à maneira brutal com que liderou as forças militares russas na guerra civil da Síria. A intervenção militar de Putin, aliado do governo ditatorial do país, salvou o regime que desmoronava.

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