Em um grupo privado de WhatsApp, eles defenderam um golpe de Estado, caso Lula vencesse as eleições contra Jair Bolsonaro
CRISTYAN COSTA
Em agosto do ano passado, Moraes mandou investigar empresários, depois de vazadas mensagens de WhatsApp a favor de um golpe de Estado | Foto: Foto: Agência BrasilO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou, nesta segunda-feira, 21, um inquérito contra seis empresários, por falta de provas.
Em agosto do ano passado, Moraes mandou investigá-los, em virtude de mensagens enviadas em um grupo privado de WhatsApp, nas quais se defende um golpe de Estado. O site Metrópoles publicou o conteúdo, usado por Moraes na decisão. À época, a Polícia Federal cumpriu mandados judiciais em endereços dos empresários e levou objetos pessoais, como celulares.
O empresário Luciano Hang | Foto: Dida Sampaio/Estadão ConteúdoA investigação, contudo, permanece para o dono da Havan, Luciano Hang, e para o fundador da Tecnisa, Meyer Joseph Nigri. A dupla fazia parte do grupo de WhatsApp. A Polícia Federal (PF) vê ligação entre eles e a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dessa forma, antes de pedir o arquivamento da investigação para Hang e Nigri, pediu prorrogação de mais 60 dias a Moraes.
“A investigação carece de elementos indiciários mínimos, restando patente a ausência de justa causa para a sua continuidade”, argumentou Moraes, no despacho.
Moraes manteve inquérito para Hang e Nigri
Conforme Moraes, sobre o pedido de extensão para Hang e Nigri, “a dilação de prazo solicitada pela PF é justificada, uma vez que, em relação ao investigado Meyer Joseph Nigri há necessidade da continuidade das diligências, pois o relatório da Polícia Federal ratificou a existência de vínculo entre ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro, inclusive com a finalidade de disseminação de várias notícias falsas e atentatórias à Democracia e ao Estado Democrático de Direito”.
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