Primeira-dama criticou homens e vitimizou mulheres
CRISTYAN COSTA
O presidente Lula (esq) e a primeira-dama Janja, durante o lançamento do Programa Escola em Tempo Integral - 31/07/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão ConteúdoA primeira-dama Janja publicou um artigo no jornal de esquerda Le Monde, na segunda-feira 31. No texto, a petista critica homens e vitimiza mulheres.
“São os homens que decidem ir para a guerra, e são as mulheres que sofrem as piores consequências”, diz a primeira-dama. “No entanto, eles são encarregados de defender a dignidade de suas famílias e comunidades durante situações de conflito. É impossível, portanto, nessas condições, imaginar poder superar as guerras e construir a paz sem a participação efetiva das mulheres.”
O presidente Lula (à esq.) e a primeira-dama Janja (à dir.), durante o lançamento do Plano Safra de Agricultura Familiar 2023 e 2024, no Palácio do Planalto – 28/6/2023 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
O presidente Lula (à esq.) e a primeira-dama Janja (à dir.), durante o lançamento do Plano Safra de Agricultura Familiar 2023 e 2024, no Palácio do Planalto – 28/6/2023 | Foto: Ton Molina/Estadão ConteúdoDe acordo com Janja, a guerra é um “instrumento de perpetuação das desigualdades econômicas, sociais, raciais e de gênero”. A primeira-dama acrescenta que, enquanto os homens decidem entrar em embates geopolíticos, quem sofre mais com essa dinâmica é a população mais vulnerável.
Por fim, a petista afirma que, “nas regiões onde a violência faz parte da vida cotidiana, as mulheres e as meninas têm a responsabilidade de manter uma forma de normalidade e, ao mesmo tempo, são as mais expostas aos diferentes tipos de violência causados pela guerra, em particular as que são sistemáticas, exercida contra seus corpos”.
Artigo de Janja no Le Monde vem depois de comentários de Lula sobre Ucrânia
Em abril deste ano, durante viagem a Portugal, Lula provocou mal-estar com o presidente daquele país, Marcelo Rebelo de Sousa ao dizer que os Estados Unidos têm de parar de incentivar o conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O petista defendeu ainda a ideia segundo a qual a União “tem de começar a falar em paz”.
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