Ambos são investigados no inquérito das joias de Bolsonaro
REDAÇÃO OESTE
Mauro Cid está proibido de receber a visita do pai, Lourena Cid | Foto: André Borges e Roberto Oliveira/Divulgação/AlespO general Mauro Lorena Cid não pode mais visitar o filho, Mauro Cid, na prisão. Ambos estão proibidos de manter contato porque passaram a ser investigados no suposto esquema de venda e recompra de joias dadas a Bolsonaro, por autoridades estrangeiras.
Em julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proferiu uma ordem que restringiu visitas a Mauro Cid.
Na ocasião, a medida adotada por Moraes impediu o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro de manter contato com outros investigados no inquérito das “milícias digitais”. Agora, com o general Lourena Cid incluído no novo inquérito, a restrição se estende a ele.
A Polícia Federal (PF) afirmou que o tenente-coronel negociou joias e relógios nos Estados Unidos com a ajuda do pai. Lourena Cid teria usado suas contas bancárias para repassar o dinheiro que entrou com as venda dos presentes, segundo os policiais.
O ministro Alexandre de Moraes proibiu o general Mauro Lourena Cid de vistar o filho, Mauro Cid, na prisão | Foto: Reprodução/Redes SociaisPrisão de Mauro Cid
O tenente-coronel Mauro Cid está preso desde 3 de maio nas dependências do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília.
A investigação referente à prisão ocorre no âmbito do inquérito das milícias digitais, conduzido por Moraes.
A PF investiga um grupo suspeito de inserir “dados falsos” da vacinação contra a covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.
A suposta inclusão de dados falsos teria ocorrido entre novembro de 2021 e dezembro do ano passado.
Segundo a PF, as pessoas beneficiadas conseguiram emitir certificados de vacinação para burlar restrições sanitárias impostas pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos.
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