RADIO WEB JUAZEIRO : CPMI deve ouvir Anderson Torres na próxima terça-feira



quarta-feira, 2 de agosto de 2023

CPMI deve ouvir Anderson Torres na próxima terça-feira

Ex-ministro vai ao colegiado na condição de convocado

RUTE MORAES
O delegado da PF é obrigado a comparecer a não ser que apresente um atestado médico ou recorra ao Supremo Tribunal Federal | Foto: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O delegado da Polícia Federal (PF) Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), deve prestar depoimento à CPMI do 8 de Janeiro na próxima terça-feira 8.

A informação foi dita pela relatora do colegiado, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), nesta terça-feira, 1°, após o final da sessão — que ouviu Saulo Moura Cunha, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência.

“O Anderson Torres era ministro da Justiça em 12 dezembro e, no 8 de janeiro, era secretário de Segurança Pública do DF”, explicou a senadora governista a jornalistas. “Ele é uma figura que faz um elo desse primeiro momento: novembro, dezembro e janeiro. É fundamental a presença dele na próxima terça-feira 8.”

O ex-ministro vai ao colegiado na condição de convocado. Desse modo, é obrigado a comparecer a não ser que apresente um atestado médico ou recorra ao Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme apurou Oeste, o delegado da PF tem interesse em ir ao colegiado e, até o momento, não pretende acionar a Justiça.

Torres comandava o Ministério da Justiça em dezembro de 2022, quando a Polícia Civil do DF descobriu um plano para explodir os arredores do aeroporto de Brasília. Já em 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas, ele estava a frente da SSP-DF.

Contudo, na época, Anderson Torres estava viajando aos EUA. Oficialmente, ele entraria de férias no dia 9 de janeiro, mas viajou na tarde da sexta-feira 6.

Entre janeiro e maio, o delegado da PF ficou 117 dias preso. Agora é monitorado por tornozeleira eletrônica e se apresenta à Justiça semanalmente. Ele é investigado pelo STF por suspeita de omissão na proteção à Praça dos Três Poderes.

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