RADIO WEB JUAZEIRO : Executivos aprovam Lava Jato, mostra levantamento



segunda-feira, 31 de julho de 2023

Executivos aprovam Lava Jato, mostra levantamento

Dirigentes de grandes empresas também são contrários à suspensão da Lei das Estatais

REDAÇÃO OESTE
Lula, investigado na Lava Jato, em depoimento ao ex-juiz Sergio Moro, em 2017 | Foto: Reprodução

Um levantamento com executivos de grandes empresas brasileiras mostra apoio majoritário a medidas de combate à corrupção, à Operação Lava Jato e à Lei das Estatais, cuja validade foi suspensa por liminar do ministro Ricardo Lewandowski (aposentado em abril no Supremo Tribunal Federal), o que permitiu a Lula nomear agentes políticos para presidir e para os conselhos das empresas públicas.

A pesquisa foi realizada pela Quaest para a Transparência Internacional Brasil, ONG de combate à corrupção. Representantes de cem das maiores companhias brasileiras foram entrevistados entre 12 e 28 de julho.

Além disso, ao responder especificamente sobre combate à corrupção, por meio da Operação Lava Jato, que investigou o esquema dos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff para desviar bilhões dos cofres públicos, 64% dos executivos avaliaram a operação como positiva. Para 25%, foi regular e 11% fizeram avaliação negativa.

Para a esmagadora maioria — 93% dos entrevistados — a Lava Jato e as operações correlatas ajudaram na mudança dos mecanismos e padrões de integridade corporativa.

Sobre o controle efetivo dos órgãos de investigação (enforcement), 36% dos executivos disseram que esse controle tem se mantido estável nos últimos cinco anos. Para 28%, o enforcement tem aumentado.

Os executivos também responderam sobre a Lei das Estatais e consideram nocivo invalidar trechos da norma. Para 71%, é alto o risco de a mudança afetar o compliance das empresas públicas, enquanto 25% veem risco médio e 4%, risco baixo.

Entre os entrevistados, 87% consideram ainda que a adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ajudará a elevar os padrões de compliance do mercado.

A adesão do Brasil à entidade, espécie de clube dos países ricos, era uma prioridade do governo Jair Bolsonaro, mas foi deixada de lado pelo presidente Lula.

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