RADIO WEB JUAZEIRO : Coronel Naime é encontrado desmaiado na prisão do quartel



sexta-feira, 14 de julho de 2023

Coronel Naime é encontrado desmaiado na prisão do quartel

'O policial da custódia ouviu um barulho, o encontrou desacordado, provavelmente bateu a cabeça', diz advogado

REDAÇÃO OESTE
Coronel Naime em depoimento à CPMI do 8 de Janeiro | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) na investigação que apura a conduta da Polícia Militar (PM) nos ataques de 8 de janeiro, o coronel da PM do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime passou mal no quartel onde está detido na madrugada de quinta-feira 13. Ele teve que ser levado às pressas para um hospital da rede pública.

Segundo relato de seu advogado, Gustavo Mascarenhas, o coronel teria desmaiado na prisão. Um policial que cuida da custódia ouviu barulho na cela e correu para socorrer Naime. Ainda de acordo com relato do advogado, o membro da PM foi levado ao Hospital de Base, medicado e já retornou à prisão.

“O policial da custódia ouviu um barulho, o encontrou desacordado, provavelmente bateu a cabeça, por isso fez barulho, e ele foi levado ao hospital imediatamente”, disse Mascarenhas. “Ainda estamos esperando o resultado dos exames. Provavelmente foi crise de hipoglicemia, porque ele tinha já um quadro de pré-diabetes.”

Depoimento do coronel Naime à CPMI do 8 de Janeiro
Naime era comandante do DOP e estava de folga no dia do ataque | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

No dia 26 de junho, Naime prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro. Na sessão, ele contou que a PM foi impedida pelas Forças Armadas de desmobilizar os acampamentos montados em frente ao quartel-general do Exército em Brasília depois da derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

“A gente foi impedido (sic)“, disse Naime à CPMI. “Não conseguimos fazer nem mesmo o que estava previsto. A PM ficou num descrédito muito grande”, prosseguiu ele. “Se eu falo para um general que eu tenho condições de fazer uma retirada é porque eu tenho”, prosseguiu o coronel da Polícia Militar do Distrito Federal. “A gente tinha limitadas as nossas ações naquele território.”

À CPMI, ele alegou ainda que informações de inteligência não foram repassadas ao setor operação da PM, e, por isso, não havia contingente suficiente para conter os invasores no 8 de janeiro. “A Polícia Militar cumpriu com a sua missão, mas não tinha informação para colocar o efetivo necessário”, prosseguiu, ao rebater as alegações de parlamentares sobre possível omissão da PM.

Antes da sessão, Naime apresentou um atestado médico para não prestar depoimento. O documento dizia que ele estava com quadro de depressão e transtorno de ansiedade. Depois de ser submetido à avaliação da junta médica do Senado, o policial recuou e decidiu depor.

Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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