Dezinho é apontado pela lavagem de R$ 1 bilhão da facção criminosa
REDAÇÃO OESTE
Odair Lopes Mazzi Junior, o Dezinho, um dos líderes do PCC, foi preso em Pernambuco | Foto: Divulgação/PolíciaOdair Lopes Mazzi Junior, o Dezinho, é um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo investigações do Ministério Público. O criminoso seria o responsável por controlar a chamada “sintonia fina”, o grupo que controla as ações da facção criminosa.
Dezinho estava foragido desde 2020, mas foi preso na terça-feira 11 em Pernambuco, Recife. O bandido se escondia em um condomínio de luxo com a mulher. No momento da detenção, ele usava documentos falsos.
A Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco passou a monitorar o acusado depois de receber informações do MP de São Paulo, que obteve ainda ao apoio da Central de Inteligência Nacional, mantida pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que coordenou as ações na área de inteligência.
R$ 1 bilhão do PCC
O criminoso é apontado pela lavagem de R$ 1 bilhão, enviados pelo grupo para o Paraguai. Com a morte de outros envolvidos na facção, Dezinho assumiu a tarefa de cuidar da logística do tráfico internacional de drogas.
O bandido era conhecido por ostentar sua riqueza. Seus endereços em São Paulo incluíam apartamento em Moema, na zona sul, e uma casa em um condomínio em Alphaville, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo.
As investigações apontaram Dezinho como suspeito de ter movimentado cerca de 15 toneladas de cocaína em um único ano.
Os negócios bilionários da facção
Em 2020, a promotoria de São Paulo denunciou envolvidos na lavagem de dinheiro da facção criminosa — na época, o valor detectado era de R$ 1,2 bilhão.
Os dados da contabilidade do PCC mantida por Dezinho constavam de documentos apreendidos e se referiam ao período entre junho de 2018 e setembro de 2020.
Naquele ano, a Justiça de São Paulo decretou a prisão de 18 acusados de pertencer à cúpula da facção e operar a lavagem de dinheiro da organização criminosa.
O PCC havia montado um esquema em que parte do dinheiro fora movimentado por meio de contas bancárias em nomes de laranjas e de empresas fantasmas.
O restante foi mantido em casas-cofre espalhadas por São Paulo e transportado em carros até ser entregue a doleiros, que remetiam os recursos para o exterior a fim de a facção pagar seus fornecedores de drogas no Paraguai, na Bolívia e no Peru.
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