Wadih Damous, secretário no Ministério da Justiça, foi atendido por Dias Toffoli
REDAÇÃO OESTE
O ex-deputado federal Wadih Damous (PT) é secretário nacional do Consumidor no Ministério da Justiça | Foto: DivulgaçãoO ex-deputado federal Wadih Damous (PT), secretário nacional do Consumidor no Ministério da Justiça, comandado por Flávio Dino, conseguiu acesso às mensagens da Operação Lava Jato. As conversas entre os ex-integrantes da força-tarefa foram trocadas no Telegram. O conteúdo foi hackeado e vazado em 2019, o que ficou conhecido como ‘Vaza Jato’. A Polícia Federal apreendeu o conteúdo na Operação Spoofing, naquele ano.
A decisão que garantiu o acesso às mensagens é do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O despacho estendeu a Wadih Damous uma decisão do ex-ministro Ricardo Lewandowski que havia concedido ao presidente Lula acesso ao material, em 2020. O ministro determinou à 10ª Vara Federal do Distrito Federal, onde o material está armazenado, que forneça a Damous as mensagens que lhe digam respeito, “com a devida preservação do conteúdo dos documentos de caráter sigiloso”.
Mensagens da ‘Vaza Jato’
Os advogados do auxiliar de Dino sustentaram a Toffoli que, nos diálogos, “fica clara a intenção dos procuradores de perseguir o peticionário como inimigo, inclusive destacando sua atuação como deputado federal ao demonstrar que sabiam que ‘era suplente e agora o titular voltou’, em clara insinuação sobre criminalizar a atividade legislativa”.
Além disso, conforme a defesa, a conversa sugere que poderia haver algum inquérito sigiloso contra Damous. O acesso às mensagens, deste modo, se daria para “salvaguardar direitos” do petista, “pleitear diligências investigativas, e “adotar medidas judiciais tanto no âmbito cível quanto no criminal contra os envolvidos”, afirmaram os advogados.
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