RADIO WEB JUAZEIRO : As revelações da equipe que fez um mergulho ‘teste’ no submarino Titan



quarta-feira, 5 de julho de 2023

As revelações da equipe que fez um mergulho ‘teste’ no submarino Titan

Submersível da OceanGate apresentou falhas durante expedição, em 2021

REDAÇÃO OESTE
Durante a descida teste, o sistema de propulsão parou de funcionar e os computadores não respondiam | Foto: Reprodução/Instagram

O operador de câmera Brian Weed, do programa Expedition Unknown do canal norte-americano Discovery Channel, afirmou que “sabia 100%” que o acidente com o submarino Titan aconteceria. No acidente, registrado em 18 de junho, cinco pessoas morreram.

Em maio de 2021, Weed fez um mergulho teste na embarcação da empresa OceanGate. Ele e o restante da equipe que fazia parte da atração se preparavam para uma expedição para filmar os escombros do navio Titanic, durante o período de alguns meses.

Durante a descida de teste, o sistema de propulsão do submarino parou de funcionar e os computadores não respondiam, cortando a comunicação com o navio responsável pelo monitoramento da equipe.


Ainda segundo Weed, o CEO da OceanGate, Stockton Rush — uma das vítimas da implosão — tentou reiniciar os sistemas e solucionar o problema. “Ele estava tentando fazer pouco caso, tentando dar desculpas”, afirmou o operador de câmera à agência de notícias Associated Press, sobre o comportamento de Rush.

Ele lembra que, na ocasião, eles estavam a apenas 30 metros de profundidade. “Como essa coisa vai chegar a 3,8 mil metros — a profundidade onde estão os destroços do Titanic —”, questionou. “E queremos estar a bordo?”

Com o resultado, a produtora resolveu abortar a missão. Um consultor da Marinha dos Estados Unidos foi contratado para examinar o submarino Titan. Seu relatório foi favorável. Contudo, ele alertou que não havia pesquisa o suficiente sobre o casco feito de fibra de carbono e como o material se comportaria após vários mergulhos.

No texto que acompanha o vídeo de seis segundos, afirma-se, em inglês, que o colapso do submersível deve ter ocorrido de forma instantânea. Segundo o material, a pressão faria com que o casco do equipamento se aquecesse “imediatamente”. Com isso, uma parede de metal e a força da água do mar esmagariam uma das extremidades do veículo subaquático.

Todo esse processo trágico pode ter durado “cerca de 30 milisegundos”. Ou seja, conforme o texto divulgado junto ao vídeo da simulação do submarino implodido, a tragédia deve ter ocorrido em menos de um segundo.

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