Coronel prestou depoimento ao colegiado nesta terça-feira, 27
RUTE MORAES
O presidente do colegiado admitiu que teve dúvidas em relação à possibilidade de efetuar a prisão de Lawand | Foto: Foto: Marcos Oliveira/Agência SenadoO presidente da CPMI do 8 de Janeiro, deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA), disse que o coronel do Exército Jean Lawand Junior “faltou com a verdade” durante seu depoimento no colegiado, nesta terça-feira, 27.
“Tive um dia muito difícil, porque o tempo inteiro entendi que o senhor coronel faltou com a verdade, mas fiz de tudo para manter meu lado legalista de não poder interpretar com meu sentimento”, declarou Maia.
O presidente do colegiado admitiu que teve dúvidas em relação à possibilidade de efetuar a prisão Lawand. Desse modo, chamou o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) para que ele prestasse esclarecimentos sobre o ato na ante sala do colegiado.
“Moro revelou uma interpretação igual à minha”, contou. “A de que, de fato o coronel Lawand estava respondendo para não se incriminar e que eu não poderia interpretar as declarações como uma suposição ao que ele estava dizendo. Na dúvida, penso que deve prevalecer a inocência das pessoas.”
Uma CPMI tem poder de prisão, caso o depoente — que esteja sob o compromisso de dizer a verdade — minta. Parlamentares da oposição e governistas acusaram Lawand de mentir no colegiado.
Aos membros do colegiado, o coronel negou que tenha solicitado uma intervenção militar ou Estado de sítio ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Pelo amor de Deus, que ele dê a ordem”, escreveu Jean, em 1° de dezembro de 2022. “O povo está com ele, cara. Se os caras não cumprirem, problema deles. Acaba o Exército se eles não cumprirem a ordem do ‘comandante supremo’. Faz alguma coisa, Cidão [Cid]. Convence ele a fazer. Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder, vai ser preso. E, o pior, na Papuda. Não podemos ser racional, é emotivo.”
“O presidente não pode dar a ordem”, disse Cid, ao afirmar que Bolsonaro não daria ordem ao Exército e nem sequer assinaria alguma intervenção militar, pois, segundo Cid, não tinha o apoio do Alto-Comando do Exército.
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