Tenente-coronel vai ter de explicar teor das mensagens trocadas com o coronel Jean Lawand Júnior
RUTE MORAES
Tenente-coronel Mauro Cid | Foto: Reprodução/Twitter | Foto: Foto: Reprodução/TwitterO tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, vai prestar depoimento à CPMI do 8 de Janeiro na terça-feira 4. A informação foi confirmada pelo presidente do colegiado, deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA), nesta terça-feira, 27, depois do fim da sessão do colegiado que aconteceu hoje.
Cid deverá explicar aos parlamentares o teor das mensagens que trocou com o coronel Jean Lawand Júnior. Nas conversas, Lawand insistia para que Mauro Cid convencesse o então presidente a decretar uma intervenção militar ou estado de sítio no Brasil.
“O presidente não pode dar a ordem”, disse Cid, ao afirmar que Bolsonaro não daria ordem ao Exército e nem sequer assinaria alguma intervenção militar, pois, segundo Cid, não tinha o apoio do Alto-Comando do Exército.
O ajudante de ordens terá de explicar se, de fato, levou a proposta de uma intervenção militar a Bolsonaro e como ele reagiu à solicitação. Hoje, Lawand depôs à CPMI e negou ter pedido uma intervenção federal a Cid.
“Em nenhum momento falei sobre golpe ou atentei contra a democracia”, disse Lawand aos parlamentares. “Pedi que viesse alguma manifestação do presidente Bolsonaro para que as pessoas pudessem voltar para as suas casas. Queria que Bolsonaro apaziguasse a nação.”
Além disso, o tenente-coronel vai ter que explicar à comissão o motivo de ter reunido documentos para dar suporte a uma intervenção federal. Conforme noticiou Oeste, a Polícia Federal encontrou no celular de Cid um documento que decretava estado de sítio no país.
Cid conseguiu no Supremo Tribunal Federal um habeas corpus que o autorizava a ficar em silêncio nas perguntas que possam produzir provas contra ele. O tenente-coronel está preso há quase dois meses por suspeita de atuar em um esquema de fraudes em cartões de vacinação.
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