Confira a coluna de Levi Vasconcelos desta quarta-feira
Autor: Levi Vasconcelos

Zé de Zulmira (à dir): ‘Estão expulsando o forró do São João’ - Foto: Divulgação | Alba
O governo baiano se gaba de estar apoiando como nunca a realização do São João, em quase 300 municípios da Bahia, mas dos sanfoneiros, o pessoal do forró, recebe reclamações. Dizem que contrataram artistas do sertanejo e do arrocha com altos cachês e deixaram os pequenos de lado.
A queixa espouca nos quatro cantos do Nordeste e tem entre os seus arautos gente do naipe da paraibana Elba Ramalho, que posta nas redes: ‘São João é forró’.
No Maranhão, o forrozeiro Flávio José diz que a invasão do São João ‘é como fazer Carnaval em Olinda sem frevo e folia em Salvador sem o axé’; no Maranhão o deputado Yglesio Luciano (PSB) dispara contra a contratação de artistas como Luan Santana e o baiano Thierry, que é do arrocha.
Zé de Zulmira —A Bahia não fica de fora. Nas redes disparam cards dizendo que ‘vai estourar o escândalo das contratações superfaturadas’, na mesma linha, o alijamento dos pequenos forrozeiros.
Aliás, a sensação que se tem é que em 2023, com o fim total da pandemia, o São João veio mais quente, mas segundo Zé de Zulmira, sócio-fundador da Associação Asa Branca dos Forrozeiros da Bahia, para os forrozeiros tem sido bem pior.
— O pessoal da sanfona sobrou. A situação é ruim. Quando a gente compara as grades de shows ficamos a nos perguntar como é que alguns podem dar tantos shows em tantos lugares quase a mesmo tempo.
Diz Zé que alguns instalam equipamentos em vários lugares. E mesmo assim o artista tem que correr muito para chegar.
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