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quinta-feira, 4 de maio de 2023

Moraes passou por cima da PGR


Opinião

A operação deflagrada pela Polícia Federal, ontem, para apurar um suposto esquema de fraude em dados de vacinação de Bolsonaro e familiares, não foi aprovada pela Procuradoria Geral da República. Mesmo assim, o ministro Alexandre de Moraes autorizou. Ao todo, a corporação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão preventiva, sendo uma no Rio de Janeiro e cinco na capital federal.

Os agentes realizaram buscas e apreensões na casa de Bolsonaro no Jardim Botânico, em Brasília. O ex-presidente estava na residência no momento das buscas dos agentes e o celular dele apreendido. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi preso pela PF. Além dele, outras cinco pessoas foram detidas e 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília e no Rio de Janeiro.


A Procuradoria Geral da República se posicionou contrariamente. A manifestação, assinada pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, pediu “o indeferimento da medida cautelar de busca e apreensão domiciliar e/ou pessoal em relação ao ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro e à sua esposa, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro”.

Segundo a PGR, “os elementos de informação incorporados aos autos não servem como indícios minimamente consistentes para vincular o ex-presidente e a sua esposa aos supostos fatos ilícitos descritos na representação da Polícia Federal, quer como coautores quer como partícipes”. Relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Alexandre de Moraes rebateu parte do que expôs à PGR. Disse que a busca na casa de Bolsonaro teria de ser feita por causa “do exposto e do notório posicionamento público de Jair Messias Bolsonaro contra a vacinação”.

Governo comemora – A operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reverberou na esfera política. Congressistas da base e ministros do governo comemoraram a ação e afirmaram que Bolsonaro deve ser responsabilizado. O ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Paulo Pimenta, ironizou a situação e disse parecer filme de criminoso internacional. Sem provas, deu como certo que Bolsonaro falsificou dados de vacinação nos sistemas do Ministério da Saúde para conseguir viajar aos Estados Unidos.

Por: Magno Martins

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