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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Baianos começaram o ano com água 11,73% mais cara

O reajuste é anual e foi menor do que o reivindicado pela Embasa, que pediu correção de 13,35% na tarifa. Para a população, aumento é um ‘presente de grego’

Tribuna da Bahia, Salvador

Foto: Romildo de Jesus

Por Lily Menezes

2023 acabou de começar e é o momento de começar a organizar as finanças. Porém, o aumento de 11,73% na conta de água anunciado pelo Governo da Bahia vai exigir dos baianos mais mudanças no orçamento. A resolução que oficializa o reajuste foi publicada na edição de sábado (31/12) do Diário Oficial do Estado, e os novos valores entrarão em vigor no dia 30 de janeiro. Para quem tem um hidrômetro residencial intermediário, o consumo mínimo (até 6 m³) vai passar de R$ 28,80 para R$ 32,20; já aqueles que consomem 50 m³ ou mais pagarão R$ 19,87 por cada metro cúbico. Por sua vez, os donos de pequenos comércios ou serviços irão desembolsar respectivamente R$ 45,24 e R$ 27,73 por m³.

De acordo com a medida, chancelada pela Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (AGERSA), a análise para definir o reajuste anual não foi concluída a tempo pelo órgão (normalmente, o ciclo de reajustes é definido para maio), por conta da necessidade de estudos técnicos mais aprofundados e complementos de informações. Ainda no documento oficial, assinado pelo diretor da AGERSA Walter Antonio de Oliveira Júnior, menciona-se que “é necessário levar em conta a sustentabilidade econômico-financeira da empresa pública prestadora de serviços públicos essenciais, especialmente frente ao considerável aumento no preço dos insumos fundamentais para o setor de saneamento, como energia elétrica e produtos químicos”.

Vale frisar que a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) havia pleiteado à AGERSA um reajuste maior, de 13,35%, na última terça (27/12). Em comunicado, a concessionária, que tem o Governo do Estado como acionista majoritário, endossou o aumento dos custos de produção dos serviços de água e esgotamento sanitário como motivador para a nova tarifa. “A Embasa destaca que a concessão desse reajuste é fundamental para a manutenção da sustentabilidade financeira da empresa, especialmente no cenário do novo marco do saneamento básico, que determina que as empresas devam alcançar cobertura de 99% de atendimento de abastecimento de água e 90% de atendimento de esgotamento sanitário nas áreas atendidas até 2033”.


Reajuste foi publicado na edição do último sábado do DOE | Foto: Reprodução

Para a população, começar o ano com a notícia de aumento na despesa básica não é nada animador. “Enquanto a luz tá vindo nos últimos meses com bandeira verde, a conta de água vai ficar mais cara. O pobre não tem um dia de paz. Daqui a pouco, a gente vai tomar banho de caneco”, brincou a autônoma Jacilene Santana. “Olha, vou te dizer, esse é um presente de grego. Vai ficar puxado, como já está, porque além da água, na conta ainda vem a taxa de esgoto, que deixa tudo ainda mais caro”, apontou o vendedor Jônatas do Carmo. Atualmente, a cobrança do tratamento de resíduos é de 80% sob o valor do consumo. Ou seja, quem consome o mínimo passará a pagar R$ 57,96, ao invés dos atuais R$ 51,84.

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