O novo processo eleitoral durará 47 dias, com uma campanha mais curta que o habitual
Por Da Redação VEJA

Pedro Sánchez: premiê interino tentou incessantemente formar uma coalizão com outras coligações de esquerda, em especial com o Unidas Podemos, mas acabou por se conformar com o anúncio sobre as novas eleições (Sergio Perez/Reuters)
Um dia após expirar o prazo para a formação do governo devido à falta de acordo entre os partidos, a Espanha teve o Parlamento dissolvido nesta terça-feira, 24, e novas eleições foram oficialmente convocadas para o dia 10 de novembro.
O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) venceu as eleições de 28 de abril, mas as 123 cadeiras (das 350 do Parlamento) conquistadas não foram suficientes para governar sozinho. Sem o apoio de outros partidos, o candidato socialista e presidente do governo interino, Pedro Sánchez, não pôde ser reeleito.
Sendo assim, a presidente da Câmara dos Deputados, Meritxell Batet, considerou finalizada uma breve legislatura de pouco mais de quatro meses.
A eleição do dia 10 de novembro será a quarta em quatro anos (as anteriores foram em dezembro de 2015, junho de 2016 e 28 de abril deste ano), o que mostra a instabilidade política vivida pela Espanha.
Segundo a Constituição espanhola, se nenhum candidato for confirmado como presidente do governo na Câmara dos Deputados em até dois meses depois da primeira votação de posse – que aconteceu em 23 de julho -, o rei dissolve o Parlamento e convoca novas eleições com o aval da presidente da câmara baixa, o que ocorreu nesta terça-feira.
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