Restaurantes populares fecham no Rio e na Região Metropolitana
Foto: Thiago Freitas / Extra - Cidade
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“O cardápio varia assim: é ovo com salsicha ou salsicha com ovo”. A frase, dita por Jailson Ribeiro, dono da empresa que administra o Restaurante Popular de Niterói, explicita a crise no Estado, que fez com que as unidades da Central do Brasil, Méier e Cidade de Deus amanhecessem fechadas, ontem. Em Itaboraí, as panelas estão vazias há dois meses. Os restaurantes ofecerem refeições por R$ 2.
— Comia diariamente aqui (Itaboraí). Agora, só lancho. Almoço às 16h, quando chego a Magé — diz o contador Othon Villela, de 55 anos.
A prefeitura do município até demonstrou interesse em manter o local aberto, mas alegou não ter dinheiro. Já os restaurantes do Rio foram municipalizados em julho; no entanto, a prefeitura diz que ainda aguarda a minuta do contrato, o que estaria provocando atraso no pagamento. O governo estadual nega atraso no envio de documentação.
Em Niterói, a situação segue indefinida. No último dia 3, o Estado decretou que todos os restaurantes que não forem assumidos pelos municípios serão extintos até 30 de junho de 2017.
— Hoje, já injeto dinheiro de outra fonte para que as pessoas tenham o que comer. Muita gente depende daqui — resume Jailson.
A Prefeitura de Niterói não informou se pretende ou não assumir o controle do restaurante na cidade.
— É lamentável, porque o bandejão da UFF está fechado. O governo corta de quem não tem grana e preserva quem tem. Almoçar aqui no Centro custa, no mínimo, R$ 10 — diz o estudante de Sociologia Silas Barboza, de 23 anos.
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