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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

AEROPORTOS COM OBRAS ATRASADÍSSIMAS

Obras em aeroportos da Bahia só ficam prontas após a Copa

Rodrigo Aguiar
Eduardo Martins | Ag. A TARDE

O aeroporto de Salvador também está entre os aeroportos com obras atrasadas

Os quatro aeroportos baianos que constam da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) estão com obras ou projetos atrasados. Os aeródromos, anunciados em 2010, deveriam ficar prontos até 2014, ano da Copa do Mundo. Dos R$ 187,3 milhões previstos inicialmente para obras nos aeroportos de Salvador, Ilhéus e Vitória da Conquista, a execução não chegou ainda a R$ 36 milhões.

Já o terminal de Barreiras integra o PAC 2, mas o balanço do programa não estima sequer o valor de investimento inicial. As informações são oficiais e constam na página do PAC 2 e do último balanço, divulgado semana passada.

"A ideia era estar tudo pronto até 2014, mas não conseguimos. O objetivo era estar em operação no começo do ano", reconhece Denisson Oliveira, diretor de Terminais do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba).

Nos casos de Vitória da Conquista e Barreiras, cabe ao governo estadual responder pelos terminais. Já na capital e em Ilhéus, a responsabilidade pela execução das obras é da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

De sete ações listadas no PAC 2 para os quatro terminais, somente duas foram concluídas: a construção do Grupamento de Navegação Aérea (GNA) e Controle de Aproximação (APP) em Ilhéus; e a ampliação do pátio de aeronaves em Salvador.

A primeira intervenção custou R$ 2,72 milhões e a segunda, R$ 17,5 milhões, segundo previsão no site do PAC 2, sobre o dinheiro a ser repassado entre 2011 e 2014.

O valor porém, pode ser maior, devido a atualizações dos projetos. Consultadas, a Infraero e a Secretaria da Aviação Civil (SAC) não informaram os valores atuais liberados e executados. Também não informaram o que motivou os atrasos, se a demora no repasse, na execução ou outras razões.

Suspensão mantida

Em Salvador, cidade que sediará seis jogos do Mundial, apenas a ampliação do pátio de aeronaves já foi concluída. Em visita ao terminal na última semana, o ministro-chefe da SAC, Moreira Franco, manteve a suspensão da segunda etapa das obras do terminal de passageiros.

"As obras nos aeroportos brasileiros ficaram paralisadas por décadas. Estamos fazendo um grande esforço para recuperar a situação", diz.
Segundo o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, as intervenções terão fim três meses após a Copa. "Sem sombra de dúvidas, assim que terminar a Copa do Mundo, em 90 dias o projeto estará todo concluído", diz.

O presidente da Infraero afirma que a torre de controle - com custo previsto de R$ 16,1 milhões - ficará pronta até o torneio. No entanto, a torre antiga não será desativada.
"Vão ter duas torres operacionais e aí sim poderemos, durante a Copa, verificar qual é a melhor possibilidade de operar o aeroporto", afirma.

Paliativo em Ilhéus
Em Ilhéus, o espaço reduzido da sala de embarque levou a Infraero a planejar a implantação de um módulo operacional de 600 m² de área, por R$ 2 milhões. 

Definido como solução eficiente e de rápida instalação, o módulo de Ilhéus ainda não está pronto. Segundo publicação da Infraero no Diário Oficial da União, no final de 2012, o prazo para a colocação do módulo no Aeroporto Jorge Amado seria de cinco meses, a partir da assinatura da ordem de serviço. 

Já a licitação, via pregão eletrônico, foi marcada para janeiro de 2013. Apesar do custo e da demora, o módulo é apenas um paliativo. "O problema do aeroporto de Ilhéus é que ele está localizado em um local que não é adequado", diz Moreira Franco. "Aquele aeroporto não tem vida longa ali. Provavelmente vai para a área que foi definida em conjunto com o governo do Estado", diz Gustavo do Vale.

Colaborou Fernando Duarte

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