Pedófilo deve sofrer castração química
Não faço por menos. Chega. Só a castração química do pedófilo pode conter a reincidência assustadora dos crimes de pedofilia no Brasil. Já estive entre aqueles que defendem punições mais brandas. Mas, cansei. A pedofilia é um crime e uma doença. O criminoso pode pagar a sua conta com a sociedade e tentar ser, enfim, um cidadão de bem. O doente, não. Está condenado. Quem nasce pedófilo, morre pedófilo.
Alguns querem ver na pedofilia apenas uma orientação sexual. Discordo. E não tenho medo das bordoadas que levarei por ir na contramão de pensamentos mais "progressistas", que querem atenuar este transtorno mental. Também não acho que os pedófilos sejam meros depravados sexuais ou tarados, como eram chamados nos meus tempos infantis. São pessoas doentes, e que se tornam criminosas quando molestam crianças.
Enquadro a pedofilia no mesmo patamar da psicopatia ou da sociopatia. E confesso que chego a sentir pena do pedófilo. Creio, sinceramente, que ele é tão vítima desse transtorno quanto a eventual criança molestada. Só que ela é a parte mais fraca na história.
Tem um filme bom chamado "O Lenhador", de 2004, com o nem sempre bom Kevin Bacon que retrata em profundidade o drama vivido pelo pedófilo. É aflitivo acompanhar o embate moral do seu personagem. Nos Estados Unidos, os pedófilos são obrigados a ficar a uma determinada distância de colégios e escolas, e toda a vizinhança é alertada sobre a sua presença. Imagine a barra que é. Recomendo para aqueles que gostam de cinema e se interessam pela complexidade da condição humana.
Mas não é por compadecer-me com a dor do pedófilo que sou tolerante com os seus crimes. A sua doença não afeta apenas a ele. É uma desgraça para todos nós e precisa ser combatida fortemente.
Comparo o pedófilo com o caso do psicopata Champinha. Só rememorando: há dez anos, ele assassinou covardemente os jovens Liana e Felipe. Tinha 16 anos na época. E já deveria ter sido solto, mas a Justiça entendeu que é portador de uma desordem mental que o torna altamente perigoso. Há controvérsias jurídicas sobre a sua prisão, mas o fato é que continua preso.
O pedófilo também tem um desequilíbrio mental. Também é um doente, e, pior, incurável. Como a legislação não permite a prisão perpétua, a castração química me parece a única alternativa. Livre, o pedófilo, assim como o escorpião da fábula, vai sempre sucumbir à sua natureza.
E quero deixar claro, aqui, que prego a castração para pedófilos, reconhecidos por vários especialistas. E coloco no plural porque entendo que é uma situação que exige o julgamento de vários profissionais, para que eventuais erros sejam desconsiderados.
Para quem não sabe, a castração química nada mais é do que a utilização de substâncias que bloqueiam a testosterona. A libido fica represada. Obviamente, isso pode causar danos para a saúde do indivíduo. Mas, garanto que serão mínimos diante do que um pedófilo pode causar agindo livremente.
O método já é aplicado em países como Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha. Os ingleses têm uma fórmula bem interessante. O pedófilo pode se negar a fazer o tratamento, mas aí continuará preso.
Estudos feitos nestes países apontam que a reincidência de crimes sexuais caiu de 75% para 2%. Neste caso, não precisamos torturar os números para que eles falem o que queremos.
O blog está aberto para o debate. Critiquem, concordem, mas vamos refletir sobre o tema.
O vídeo exibido ontem pela Record, mostrando um professor agarrando uma garota de 11 anos, pode ser o ponto de partida para essa reflexão.
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