RADIO WEB JUAZEIRO : NAVEGANTES DA INTERNET SÃO CADA VEZ MAIS JOVENS



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

NAVEGANTES DA INTERNET SÃO CADA VEZ MAIS JOVENS

Baby boom na web

Mais de 7,5 milhões de crianças abaixo de 13 anos já navegam. Até bebês ganham perfil

Para evitar susto, Lúcia observa Henrique quando ele está navegando
Foto: Igo Bione/JC Imagem


O pequeno Lucas Valença Ozório de Cerqueira (foto), de apenas seis meses, estreou nas redes sociais antes mesmo de nascer. “Quando a gente estava indo para a maternidade, meu marido já criou o perfil dele”, diverte-se a mãe, Patrícia Valença, 28 anos.

Dona de um agitadíssimo perfil no Facebook, Patrícia criou e atualiza com afinco a página para compartilhar pedaços da vida do rebento com os próximos. E principalmente com os distantes. “Já morei fora. Meu marido também. As redes sociais são a forma mais econômica de fazer os amigos participarem desse momento tão especial.”

A ideia do perfil prematuro foi do pai, Fábio, engenheiro e entusiasta da computação, cujo plano é contar a vida toda do filho numa timeline só. “Quando ele crescer, poderá acompanhar sua história desde o começo”, diz ele, que avisa: restringiu o perfil do primogênito só para os íntimos.

Lucas está mais para regra que para exceção. De uns anos para cá, a criançada tomou conta das redes sociais. Só no Facebook, 20% dos usuários têm menos de 17 anos. E bote menos nisso. Até 2011, segundo levantamento do instituto de pesquisa americano Consumer Reports, mais de 7,5 milhões de crianças abaixo de 13 anos, idade mínima estipulada pelo serviço, estão na web.

E brasileiro gosta tanto de rede social, que não aguenta esperar pela maioridade no afã de garantir um perfil para chamar de seu. Usando do bom e velho jeitinho, começa cedo a carreira de curtidor. E, apesar dos limites de idade estipulados pelos serviços, o que não falta na audiência nacional do Facebook, Instagram e companhia são crianças a partir dos 6 anos de idade. 

Para se ter uma ideia da quantidade de internautas de calças curtas nessas mídias, pesquisa do Comitê Gestor da Internet (CGI), no ano passado, com uma amostra de 1.580 crianças e adolescentes, revelou que 42% dos entrevistados com 9 e 10 anos tinham perfil em pelo menos uma rede social. Na faixa de 11 a 12 anos, o índice crescia para 71%.

O estudo, batizado de TIC Kids Online Brasil, levou em consideração brasileirinhos de todas as regiões. E traduziu em estatísticas uma realidade que os pais administram há anos. “Bom, a gente não acha certo. Mas não tem como impedir que um filho adquira intimidade com a tecnologia”, diz a médica Lúcia Cordeiro, 42, mãe de Mateus, 13, e Henrique, 9. Os dois, diz, aderiram à moda das redes sociais há dois anos, quando ela morou seis meses fora do País. “Facilitava muito a nossa comunicação.”

O entusiasmo do caçula não diminuiu depois que ela voltou. “Ele tem Facebook, Instagram, e-mail, Skype... Do jeito que der, ele se comunica na internet”, brinca Lúcia. Mas ela não acha só graça. Para evitar sustos, marca em cima.

Fonte: Jornal do commercio

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