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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Raquel Lyra registra boletim de ocorrência depois de cartazes com ataques em Recife

Material faz acusações sem provas e menciona a morte do marido da governadora; aliados e adversários pediram investigação

Letícia Alves



A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) | Foto: Reprodução/YouTube

saíram do ambiente virtual e chegaram às ruas. Ela pediu respeito à família, aos filhos e à memória do marido. “Os ataques de ódio, que começaram nas redes sociais, agora ganharam as ruas do centro do Recife”, diz a publicação da candidata. “Vamos seguir em frente. Sem medo e sem baixar a cabeça. O tempo da opressão e da perseguição passou.”

Candidatos repudiam material e pedem apuração

O candidato ao governo João Campos (PSB) repudiou os cartazes e negou relação com o material. Ele afirmou que recorrerá à Justiça para identificar os responsáveis pela produção, pelo financiamento e pela distribuição.

“Esses panfletos apócrifos que estão circulando hoje são um completo absurdo”, diz a publicação do candidato. “E quero deixar uma coisa muito clara: qualquer pessoa que tente atribuir esse tipo de prática a mim ou à minha candidatura vai responder por isso na Justiça brasileira.”

João citou a morte do pai, Eduardo Campos, durante uma eleição. Ele defendeu o combate a ataques contra famílias na disputa eleitoral e cobrou a investigação do caso.

A Frente Popular de Pernambuco, coligação de João Campos, acionou o Ministério Público Eleitoral neste domingo para pedir a apuração da autoria e da divulgação dos panfletos. A aliança negou participação e afirmou que adotará medidas judiciais contra quem atribuir o material à campanha.

O candidato Ivan Moraes condenou o episódio no X. Ele prestou solidariedade a Raquel, cobrou a identificação dos responsáveis e classificou os ataques como incompatíveis com a política.

A vice-governadora Priscila Krause também manifestou solidariedade em vídeo no Instagram. Ela relembrou a convivência com a família de Raquel na Assembleia Legislativa e criticou o uso da morte de Fernando Lucena na campanha. Priscila defendeu a investigação pelas autoridades acionadas pela governadora.

Além de Lulinha, filha de Lula fez lobby no Planalto

Assessora parlamentar registrou 52 entradas na sede do governo para apresentar pedidos municipais

Erich Mafra


Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha mais velha do petista | Foto: Reprodução/Instagram

A assessora parlamentar Lurian Cordeiro Lula da Silva lidera o número de visitas à sede do governo federal entre os familiares do presidente. Registros da portaria obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que a filha de Luiz Inácio Lula da Silva esteve 52 vezes no local entre fevereiro de 2023 e março de 2025. O volume supera os 18 acessos marcados por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A apuração é do portal Metrópoles.

Lurian atua no gabinete do senador Rogério Carvalho (PT-SE) desde 2019. A proximidade física do Senado com a sede do Executivo facilitou os deslocamentos constantes da assessora.

Trânsito livre em gabinetes

A filha do presidente levava demandas de prefeituras de Sergipe a integrantes da administração federal. O marido de Lurian, Danilo Dias Sampaio Segundo, busca espaço na política sergipana. Servidores relatam que a assessora entrava sem agendamento prévio no gabinete da Secretaria de Relações Institucionais durante a gestão do ministro Alexandre Padilha.
Os relatórios da portaria apontam pouca presença dos demais herdeiros do presidente no prédio principal do governo. O filho caçula, Luís Cláudio, anotou apenas cinco entradas no mesmo intervalo. O neto Thiago Trindade registrou 18 acessos no período analisado.

Empresa ligada a amiga de Lulinha obtém R$ 81 mi em contratos federais

Polícia Federal vê articulação com filho de Lula e investiga tráfico de influência

Letícia Alves


O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger | Foto: Reprodução/Redes sociais

A empresa de tecnologia 3Structure fechou R$ 81 milhões em contratos e aditivos com o governo federal. A Polícia Federal (PF) investiga a atuação da lobista Roberta Luchsinger na defesa dos interesses do dono da empresa, Cleber Ribas. As informações são do jornal O Globo.

Os investigadores suspeitam de uma sociedade oculta entre Roberta e Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Documentos da PF citam o filho do presidente em diálogos como destinatário de repasses e benefícios do empresário.

A investigação encontrou pagamentos de pelo menos R$ 2,5 milhões de Ribas para Roberta entre março de 2024 e dezembro de 2025. Em mensagens, ela afirma que usou parte dos valores para comprar passagens aéreas para o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Contratos envolvem tecnologia

A 3Structure assinou seis contratos federais para serviços como backup e armazenamento de dados. O Ministério do Desenvolvimento Social concentra R$ 53,1 milhões desse total, em dois acordos e aditivos.

A empresária Roberta Moreira Luchsinger foi alvo da Operação Sem Desconto em dezembro de 2025 | Foto: Reprodução/X/@RoLuchsinger

Registros oficiais revelam 17 visitas de Roberta ao gabinete do ministro Wellington Dias desde 2023. O ministério informou que os encontros não resultaram em atos administrativos e citou a amizade entre os dois.

A empresa também fechou quatro contratos de R$ 5,8 milhões com o governo do Maranhão em 2024. Áudios mostram Roberta e Lulinha articulando uma agenda para o governador Carlos Brandão no Palácio do Planalto. A PF identificou ainda um contrato de R$ 12,4 milhões da Duosystem com a Secretaria de Saúde do Maranhão. A empresa também era representada pela lobista.

Apuração inclui Ministério da Saúde

Roberta participou de negociações com o Ministério da Saúde e a Dataprev, mas os acordos não foram concluídos. Ela também enviou uma minuta sobre a venda de medicamentos com canabidiol ao ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro.

O Supremo Tribunal Federal analisa três inquéritos da PF que envolvem Lulinha e Roberta Luchsinger. As investigações apuram suspeitas de tráfico de influência.

Ao Estadão, a 3Structure afirmou que venceu as licitações dentro das normas legais e com transparência. Brandão negou a intermediação de terceiros em sua agenda. Já a Duosystem também afirmou que venceu licitação regular. A defesa de Roberta Luchsinger e a Telebras, porém, não se manifestaram.

Globo troca Renata e Tralli por Lo Prete em sabatinas; saiba motivo

Âncoras do Jornal Nacional sabatinaram candidatos mais bem colocados nas pesquisas

Por Edvaldo Sales
Âncoras do Jornal Nacional sabatinaram candidatos mais bem colocados nas pesquisas - Foto: Divulgação | TV Globo

A jornalista Renata Lo Prete é quem vai conduzir as sabatinas com os candidatos à Presidência caso haja segundo turno nas eleições de 2026, anunciou a Globo. Ela substituirá César Tralli e Renata Vasconcellos, os responsáveis pela primeira rodada de entrevistas.

A decisão não está relacionada ao desempenho da dupla de jornalistas nas seis sabatinas iniciais, que tiveram como convidados os candidatos mais bem colocados nas pesquisas: Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante).

A nova condução das entrevistas já estava desde o início do ano, quando a emissora anunciou o formato do programa.

Até 2022, as sabatinas eram realizadas dentro do Jornal Nacional, e passaram a ser exibidas após o jornalístico e antes da novela das nove.

O segundo turno das eleições está marcado para o dia 25 de outubro.

César Tralli e Renata Vasconcellos alvos de críticas

O desempenho de Tralli e Renata nas sabatinas foi alvo de críticas nas redes sociais. Além disso, segundo o colunista Flávio Ricco, do Portal Leo Dias, o desempenho dos âncoras do JN também não teriam agradado nos bastidores da Globo.

Uma avaliação interna teria apontado que faltou firmeza na condução das entrevistas, principalmente diante de respostas que pediam uma reação mais incisiva por parte dos jornalistas.

Renata Vasconcellos teria mostrado uma dependência do ponto eletrônico, e Tralli teria se perdido em meio à papelada e passado insegurança em alguns momentos, como quando confundiu o PowerPoint citado por Lula.

O petista se referiu a uma apresentação feita pelo promotor Deltan Dallagnol durante as investigações da Lava Jato, mas o jornalista assumiu que se tratava de outro PowerPoint, o que associava o ex-metalúrgico ao caso Master, responsável por uma grave crise nos bastidores da GloboNews.

Cientistas preveem fim do mundo para 13 de novembro de 2026; entenda

Estudo publicado em 1960 projetou que o crescimento populacional levaria a Terra a um colapso

Por Iarla Queiroz
Imagem do filme "Presságio" ("Knowing", 2009) - Foto: Summit Entertainment (divulgação)

Um estudo realizado há 66 anos por cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, chamou atenção ao estabelecer uma data para um possível colapso global: 13 de novembro de 2026.

A previsão foi feita a partir de modelos matemáticos que analisavam o crescimento da população mundial. Na avaliação dos pesquisadores, o aumento acelerado do número de habitantes poderia fazer com que a produção de alimentos e outros recursos deixasse de acompanhar a demanda.

A pesquisa foi conduzida por Heinz von Foerster, Patricia Mora e Lawrence Amiot, que analisaram tendências observadas na sociedade ocidental ao longo do século anterior.

Na época em que o estudo foi desenvolvido, a população mundial girava em torno de três bilhões de pessoas. A preocupação dos pesquisadores estava relacionada principalmente ao crescimento populacional impulsionado pelos avanços da medicina.

Superpopulação seria a ameaça

Diferentemente de outras teorias sobre o apocalipse, a previsão dos cientistas não estava relacionada a uma guerra nuclear, à queda de um asteroide ou a uma grande catástrofe natural.

O ponto central da pesquisa era a superpopulação. Segundo os cálculos feitos pelos pesquisadores, a expansão da população poderia pressionar os recursos disponíveis no planeta até provocar uma situação considerada insustentável.

A lógica apresentada no estudo era que o crescimento populacional ocorria em ritmo acelerado, enquanto a oferta de alimentos poderia não acompanhar a necessidade de uma população cada vez maior.

A projeção apontava que esse cenário chegaria ao limite em 2026, quando, segundo os pesquisadores, o desequilíbrio poderia provocar uma ruptura social e ambiental.

Brasil volta à mesa com EUA para tentar reduzir tarifaço de até 37,5%

Retomada do diálogo ocorre após telefonema entre Lula e Trump

Por Ane Catarine
Donald Trump e Lula - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, se reúnem nesta segunda-feira, 31, para retomar as negociações comerciais entre os dois países.

A reunião será realizada por videoconferência, às 14h30, e ocorre após a imposição de novas tarifas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, que elevaram a sobretaxa para até 37,5% em alguns casos.

A retomada do diálogo foi viabilizada após o telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para Trump, em 21 de agosto.

Entenda o tarifaço

O tarifaço de até 37,5% é formado por duas sobretaxas diferentes aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Sobretaxa de 25%: está ligada a uma investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação norte-americana;
Sobretaxa de 12,5%: foi anunciada pelo USTR sob a justificativa de que o Brasil não teria adotado medidas suficientes contra produtos relacionados ao trabalho escravo.

Brasil notificou EUA sobre reciprocidade

Paralelamente às negociações, o governo brasileiro iniciou, em 13 de agosto, o processo de reciprocidade contra os Estados Unidos e notificou os departamentos de Estado e de Comércio, além do USTR.

A legislação permite ao Brasil adotar contramedidas diante de ações unilaterais de outros países consideradas prejudiciais à competitividade brasileira.

Quatro cianças morrem afogadas na Bahia; vítimas eram irmãos e primo

Vítimas tinham entre três e nove anos e estavam brincando em uma aguada, quando ocorreu o acidente

Por Luiza Nascimento
Reprodução - Foto: Reprodução

Quatro crianças da mesma família, sendo três irmãos e um primo, morreram afogadas enquanto brincavam em uma aguada na comunidade de Salina Branca, município de Paramirim, no sudoeste da Bahia. O caso ocorreu neste domingo, 30.

As vítimas foram identificadas como:

Jeferson Davi da Silva, de nove anos;
Jackson Diego da Silva, de seis anos;
José Diogo da Silva, de três anos;
Lorenzo Almeida, de oito anos.

Informações preliminares apontam que as crianças estavam em uma estrutura que acabou sendo levada para o meio do açude e afundou, vitimando os menores. Uma criança de 11 anos que também estava no equipamento conseguiu se salvar ao nadar até a margem.

Prefeitura de Paramirim lamenta corrido

Em nota, a Prefeitura de Paramirim se solidarizou com a família e lamentou o acidente.

"Partiram de forma precoce deixando uma tristeza absurda em todo o nosso município [...] Que Deus conforte o coração de todos diante desta parta irreparável. Nossas orações estão com vocês", disse trecho.

Além disso, foi decretada a suspensão das aulas de toda a rede pública municipal da região, nesta segunda-feira, 31. As vítimas estudavam na Escola Municipal Dalila Meira.

O portal A TARDE tentou contato com a Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias do ocorrido, no entanto, até o momento da publicação da matéria, não obteve retorno.
sábado, 29 de agosto de 2026

NOVA PESQUISA INDICA FLÁVIO BOLSONARO EM PRIMEIRO LUGAR

Vox: Flávio cresce, vai a 45,1%, e passa Lula, que tem 44,5%, no 2º turno

sábado, 29/08/2026 - 08h20

Por Redação
Foto: Reprodução / Agência Brasil / Agência Senado

Lula lidera o 1° turno mas é ultrapassado por Flávio Bolsonaro em potencial 2° turno. Isso é o que diz a nova rodada da pesquisa divulgada pela Vox Brasil, neste sábado (29). Os dados mostram que no primeiro turno, Lula fica na liderança, com margem de pouco mais de 2 pontos, e no segundo turno, fica empatado com Flávio dentro da margem de erro, com vantagem de 0,6% do senador. As informações são do jornal Metrópoles.

No primeiro turno, Lula aparece com 37,1% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34,8%. Ronaldo Caiado (PSD), fica com 5% das intenções de voto, enquanto Renan Santos (Missão) marca 3,3% e Romeu Zema (Novo) chega a 2,8%.

Augusto Cury (Avante) e Pablo Marçal (PRTB) apresentam 2,6% e 2%, respectivamente. Os demais candidatos não chegam a 1%. Nesta pesquisa, 3,5% dos entrevistados disseram que não votariam em nenhum e 6,8% não souberam.

O levantamento foi realizado pela Vox Brasil e ouviu 2.100 pessoas entre os dias 25 e 27 de agosto. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-05519/2026.

Já no segundo turno, o filho de Jair Bolsonaro tem 45,1% das intenções de voto, contra 44,5% do presidente, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Lula x Flávio

Flávio Bolsonaro (PL): 45,1%
Lula (PT): 44,5%
Nenhum/Branco/Nulo: 7,9%
Não sabe/não opinou: 2,5%

Em outros cenários testados de segundo turno, Lula aparece à frente de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

Lula x Zema

Lula (PT): 45,5%
Romeu Zema (Novo): 39,3%
Nenhum/Branco/Nulo: 8,1%
Não sabe/não opinou: 7,1%

Lula x Caiado

Lula (PT): 45,5%
Ronaldo Caiado (PSD): 41,1%
Nenhum/Branco/Nulo: 5,3%
Não sabe/não opinou: 8,1%
sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Ditador admite crise em Cuba

Miguel Díaz-Canel reconheceu dificuldades enfrentadas pela população, mas descartou mudanças no regime comunista

Pâmela Zacarias


Ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, durante uma reunião na sessão plenária Brics 2025 | Foto: Reprodução/Shutterstock

O ditador Miguel Díaz-Canel reconheceu que Cuba enfrenta uma situação de “sofrimento” diante da grave crise econômica e social que atinge a ilha. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o líder comunista classificou o cenário como “complexo”, mas negou que o país esteja próximo de um colapso.

A população cubana enfrenta apagões frequentes, falta de água, dificuldades no transporte público e funcionamento limitado de hospitais. Alimentos e medicamentos também registram forte alta de preços, principalmente no mercado informal.

Díaz-Canel afirmou ainda considerar correta a avaliação de especialistas internacionais de que Cuba corre o risco de se transformar em uma espécie de “Gaza silenciosa”. O ditador, porém, rejeitou a possibilidade de o regime perder o controle da situação.
Regime de Cuba rejeita abertura ao capitalismo

Diante da deterioração econômica, o governo cubano aprovou em junho um pacote com 176 medidas para ampliar e descentralizar parte da atividade produtiva. Entre as mudanças estão maior espaço para empresas privadas e possibilidade de companhias estrangeiras explorarem terras por até 99 anos.

Díaz-Canel negou que as medidas representem uma abertura ao capitalismo. “Estamos em um processo de construção socialista”, afirmou.

O ditador atribuiu parte das dificuldades à política dos Estados Unidos e voltou a criticar o presidente Donald Trump. Segundo Díaz-Canel, Washington tenta “subjugar” Cuba e provocar uma crise capaz de derrubar o regime comunista.

“O imperialismo está tentando, por todos os meios, nos asfixiar economicamente para provocar uma explosão social”, afirmou o ditador. “Para que o povo, em consequência do acúmulo de insatisfações e privações, chegue a uma ruptura com o governo cubano, levando à famosa queda da Revolução, que eles tanto desejaram e pela qual tanto esperaram.”

O diálogo entre Havana e Washington, segundo ele, está “estagnado”. Apesar de contatos entre os dois governos, não há uma agenda definida para novas negociações. Díaz-Canel também afirmou que o governo não pretende capitular diante da pressão externa. “Não temos alternativa senão resistir”, declarou.

Indagado sobre uma eventual intervenção militar norte-americana e seu próprio destino, o ditador respondeu que enfrentaria a situação. “Se chegar a minha hora, chegou”, afirmou o ditador. “Mas não vai ser com fraqueza e covardia. Vai ser lutando.”

EUA acusam China de patrocinar ataques hackers

Grupo teria operado plataformas usadas para invadir sistemas de órgãos públicos norte-americanos e esconder a origem das ações

Victória Batalha


Medida de Donald Trump visa a aumentar a oferta | Foto: Reprodução/site Casa Branca

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o FBI acusaram a China de patrocinar um esquema de ataques cibernéticos contra órgãos do governo norte-americano. Nesta quarta-feira, 26, as autoridades apreenderam dois domínios que, segundo a investigação, foram usados ​​nas ações.

Entre os órgãos atingidos estão a Nasa, o Federal Reserve, o Departamento de Energia, o Departamento de Justiça, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde e o Senado.

Grupo teria ligação com empresa chinesa

De acordo com o Departamento de Justiça, o grupo QTFY, que teria patrocínio da República Popular da China, criou e operava duas plataformas utilizadas por hackers: QScan e QTRouter. As autoridades norte-americanas desativaram as duas em território nacional.

Bandeira da China, país que expandiu negócios para além de países, mas com governadores e até prefeitos | Foto: Reprodução/Magnific

Segundo as autoridades dos Estados Unidos, o funcionamento conjunto das plataformas permitia esconder a origem chinesa dos ataques. Uma declaração juramentada apresentada no caso afirma que invasores cibernéticos utilizaram a rede em diferentes partes do mundo desde 2018.

Documentos judiciais citados pelo Departamento de Justiça também apontam o Ministério da Segurança da China e o Exército chinês entre os clientes do grupo. A organização trabalharia para a empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company.

China nega acusações

A China negou as acusações. O porta-voz da chancelaria chinesa, Lin Jian, acusou os Estados Unidos de disseminar desinformação com objetivos políticos.

Segundo ele, a ação representa uma tentativa de “difamar a China sob o pretexto de segurança cibernética”. Lin também afirmou que a China se preocupa com a segurança cibernética dos Estados Unidos.

“Os EUA têm sido amplamente condenados como o maior ‘império de hackers’ e ‘império de espionagem’ do mundo, com um histórico questionável e provas concretas para comprová-lo”, declarou o porta-voz.

As autoridades norte-americanas afirmam que os cibercriminosos utilizavam as plataformas investigadas para ataques cibernéticos contra diferentes alvos, incluindo órgãos do governo dos Estados Unidos.

Lula defende Lulinha, reclama da imprensa e promete criar mais um ministério

Candidato à reeleição também descartou privatizar os Correios e disse não se preocupar com a dívida pública

Mateus Conte


Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista a Cesar Tralli e Renata Vasconcellos | Foto: TV Globo/Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, das suspeitas investigadas pela Polícia Federal (PF) e voltou a criticar a imprensa pela cobertura da Operação Lava Jato. Durante entrevista à TV Globo nesta quinta-feira, 27, o candidato à reeleição também prometeu criar o Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a PEC da Segurança Pública.

Lulinha é investigado em três inquéritos da PF por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em órgãos federais. Lula afirmou acreditar na inocência do filho e que não interferirá nas investigações. “Tenho certeza que ele vai ser inocentado”, afirmou. “Não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho.”

O presidente também contestou a relevância de mensagens obtidas pela PF entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger. “Até agora não existe uma prova de um centavo público”, disse. “Até agora não existe uma prova de uma conversa do meu filho com qualquer ministro.”

Lula negou conhecer Luchsinger e afirmou que nunca conversou com ela. Perguntado sobre pagamentos feitos pela lobista ao seu então chefe de gabinete, o presidente considerou a relação inadequada. “Não é adequado, é totalmente errado”, afirmou.

O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger | Foto: Reprodução/Redes sociais

Ao responder às perguntas sobre as investigações, Lula comparou o caso do filho às acusações que enfrentou na Lava Jato e voltou a criticar a cobertura jornalística da operação. “A imprensa brasileira comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu”, declarou.

O petista também defendeu o senador Jaques Wagner (PT-BA), citado nas investigações do caso Banco Master, e afirmou que continuará apoiando sua candidatura à reeleição. “Tenho consciência que o Wagner é honesto”, disse.

Lula promete Ministério da Segurança Pública

Na segurança pública, Lula prometeu criar um ministério caso o Congresso aprove a PEC da Segurança Pública. “Aprovando a PEC, crio o Ministério na semana seguinte”, afirmou. O candidato disse que a nova estrutura exigirá mais recursos. “Pra gente ter uma polícia eficiente e acabar com o crime organizado, a gente vai ter que ter muito dinheiro.”

Na economia, Lula afirmou: “A mim não preocupa a dívida pública”. O presidente disse que o crescimento econômico reduzirá o peso da dívida em relação ao Produto Interno Bruto. Perguntado sobre quais gastos obrigatórios pretende reduzir em um eventual quarto mandato, não citou despesas específicas e afirmou que sua prioridade será “fazer esse país crescer”.

Lula ainda reconheceu que os Correios não se adaptaram às mudanças no mercado de entregas, mas descartou a privatização da estatal. “Considero recuperar o Correio [sic], para ele prestar serviço de qualidade ao povo brasileiro”, afirmou. O presidente disse considerar parcerias com empresas brasileiras ou estrangeiras e garantiu que a estatal sairá da crise.

Fotos mostram Lula ao lado de lobista que ele disse 'nunca ter visto'

Registros divulgados pela própria Roberta Luchsinger abrangem diferentes ocasiões ao longo de vários anos

Mateus Conte


Roberta Luchsinger (à dir.) posa ao lado de Lula durante jantar em homenagem ao petista, em 2022 | Foto: @roberta.luchsinger/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em diversas fotos ao lado da lobista Roberta Luchsinger, apesar de ter afirmado, durante sabatina da TV Globo nesta quinta-feira, 27, que nunca a havia visto. “Não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida”, declarou Lula à jornalista Renata Vasconcellos. “Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próximo de mim.”

Depois da entrevista, registros de Luchsinger com o presidente voltaram a circular nas redes sociais. A própria lobista havia divulgado as imagens em seu perfil no Instagram.

Além disso, há registros de 2023, quando o petista já exercia seu terceiro mandato. Em 27 de outubro daquele ano, por exemplo, Luchsinger publicou uma foto com Lula para homenageá-lo pelo aniversário. “Hoje é o dia do melhor presidente que esse país já teve”, comemorou a lobista.

Filho de Lula é investigado por tráfico de influência

Lula falou sobre Luchsinger ao ser questionado a respeito de mensagens apreendidas pela Polícia Federal. Conforme o material apresentado na entrevista, a lobista teria relatado que o presidente lhe perguntou onde ela gostaria de trabalhar no governo.

Luchsinger é investigada em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal por suspeita de tráfico de influência. As apurações também incluem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Durante a sabatina, Lula afirmou que não interferirá nas investigações que envolvem o filho. “Tenho certeza que ele vai ser inocentado”, disse.

Confira as fotos de Lula com Luchsinger

Roberta Luchsinger posa ao lado de Lula em foto publicada por ela em dezembro de 2021 | Foto: @roberta.luchsinger/Reprodução
Lula aparece ao lado de Roberta Luchsinger em foto publicada nas redes sociais da lobista | Foto: @roberta.luchsinger/Reprodução
Roberta Luchsinger aparece ao lado de Lula em foto que, segundo ela, foi feita durante uma das campanhas de Dilma Rousseff | Foto: @roberta.luchsinger/Reprodução
Roberta Luchsinger (à dir.) posa com Lula durante jantar em homenagem ao petista, em 2022 | Foto: @roberta.luchsinger/Reprodução
Roberta Luchsinger posa ao lado de Lula em foto publicada por ela em novembro de 2022 | Foto: @roberta.luchsinger/Reprodução
Lula aparece ao lado de Roberta Luchsinger em registro sem data identificada | Foto: @roberta.luchsinger/Reprodução

Manifestante do 8/1 segue presa enquanto assassinos são beneficiados por política antimanicomial

Joanita de Almeida foi condenada a 16 anos de prisão

Uiliam Grizafis


A pedagoga Joanita de Almeida, condenada a 16 anos de prisão em razão das manifestações do 8/1, continua detida em Barbacena (MG) | Foto: Reprodução/Redes socais

A pedagoga Joanita de Almeida, condenada a 16 anos de prisão em razão das manifestações de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, continua detida no Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz, em Barbacena (MG). A manifestante foi internada na unidade em novembro de 2024, por causa do agravamento de seu quadro psiquiátrico. Diagnosticada com transtornos depressivos e afetivos, Joanita também sofre com crises convulsivas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a permanência de Joanita no hospital de custódia, apesar dos reiterados pedidos pela prisão domiciliar. A defesa aguarda o julgamento de um agravo regimental — recurso apresentado em janeiro para forçar que a decisão individual de Moraes seja reavaliada pelos demais ministros do tribunal. O pedido está travado no STF, pendente de decisão do relator, desde fevereiro.

Presa pelo 8/1 e a política antimanicomial

A permanência de Joanita no hospital de custódia de Barbacena ocorre em meio a uma onda de soltura de criminosos que estão na mesma unidade. As decisões são tomadas com base na Resolução 487, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui a política antimanicomial do Poder Judiciário.

Conforme mostra reportagem publicada na Edição 336 da Revista Oeste, um dos criminosos beneficiados pela política antimanicomial é Charles Barbosa dos Santos. O criminoso, que matou a mãe e o irmão de 3 meses com golpes de pá, foi solto em abril de 2025 depois de um laudo apontar cessação de periculosidade.

Em julho do mesmo ano, o assassino foi preso novamente depois de assaltar uma lanchonete na cidade de Capelinha (MG). Outro beneficiário foi Gustavo Borges, que matou três crianças a facadas. Foi solto em novembro de 2025, por outra decisão com base na resolução do CNJ. Outros 45 pacientes contam com laudos favoráveis à soltura.

Oeste questionou o gabinete de Moraes sobre o motivo pelo qual a política antimanicomial não é aplicada a Joanita. Não houve resposta até o fechamento desta matéria.

Petrobras antecipa pagamento de US$ 1 bi em dívida que venceria em 2028

Operação busca reduzir endividamento da estatal e riscos de exposição ao dólar

Fábio Bouéri


Petrobras se movimenta para tentar reduzir despesa financeira | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 25, o resgate antecipado de títulos globais que venceriam em janeiro de 2028. Emitidos pela subsidiária Petrobras Global Finance (PGF), os papéis têm valor principal de aproximadamente de US$ 1 bilhão.

A operação envolve títulos com remuneração de 5,999% ao ano e vencimento previsto para 27 de janeiro de 2028. A Petrobras informou que a precificação do resgate vai ocorrer em 22 de setembro, enquanto a liquidação financeira está prevista para 25 de setembro de 2026.

Petrobras administra dívida

O movimento representa a antecipação do pagamento de uma obrigação que só venceria daqui a cerca de 16 meses. Na prática, a estatal reduz sua exposição a essa dívida em dólar e ajusta o perfil de vencimentos de seu passivo.

A estratégia não é inédita. Em junho, a Petrobras também antecipou o resgate de aproximadamente US$ 670 milhões em títulos globais com vencimento em 2027. A companhia informou, na ocasião, que a operação fazia parte de sua política de gestão da dívida.

Em 2024, a empresa já havia realizado operações semelhantes, com emissão de novos títulos no exterior e utilização de parte dos recursos para recomprar papéis antigos, com custo financeiro mais elevado e vencimentos mais próximos.

Para o investidor, o anúncio reforça a estratégia da Petrobras de administrar ativamente seu endividamento, ao aproveitar sua geração de caixa para reduzir ou reorganizar obrigações antes do vencimento.

A operação também pode contribuir para diminuir despesas financeiras futuras, a depender das condições estabelecidas para o resgate. O movimento, portanto, deve ser observado principalmente sob a ótica da gestão do passivo, do custo da dívida e da capacidade de geração de caixa da companhia.

Justiça Eleitoral restringe candidatura de Garotinho ao governo do RJ

Decisão impede o candidato de participar de debates, veicular propaganda eleitoral gratuita e acessar recursos do fundo eleitoral

Lucas Cheiddi

Anthony Garotinho foi governador do Rio de Janeiro de 1999 a 2002 | Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Senado

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu nesta quinta-feira, 27, restringir a atuação de Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa ao governo estadual. A decisão impede o candidato de participar de debates, veicular propaganda eleitoral gratuita e acessar recursos do fundo eleitoral.

A medida teve motivação em uma ação da Coligação Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir, que destacou a suspensão dos direitos políticos de Garotinho depois de condenação por improbidade administrativa.

O ex-governador foi responsabilizado por envolvimento em esquema que desviou R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006. No período, o político era secretário durante a gestão de Rosinha Garotinho.

Multas e devolução de verbas por parte de Garotinho
Martelo e balança, artigos de uso comum da Justiça | Foto: Reprodução / Freepik

Além das restrições, o TRE-RJ determinou a devolução de verbas não utilizadas e estabeleceu multas de 10% sobre valores repassados pelo partido e sobre recursos utilizados pelo candidato depois da decisão. A defesa de Garotinho informou, em nota, que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O pedido de registro de candidatura de Anthony Garotinho ainda aguarda julgamento pelo Tribunal Eleitoral do Rio. Não há uma data definida para a análise do mérito.

Justiça de SP manda Zé Dirceu e Meta removerem publicação com Zé Gotinha

Decisão do TJ-SP aponta uso de personagem e logomarca do SUS em peça eleitoral; conteúdo já foi retirado do ar

Letícia Alves

Zé Dirceu associava Zé Gotinha a sua campanha | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que o candidato a deputado federal José Dirceu (PT) e a Meta removam uma publicação eleitoral da internet. A decisão foi tomada na quarta-feira, 26.

A postagem mostrava o personagem Zé Gotinha, do Sistema Único de Saúde (SUS), com um boné com a frase “Tô com Zé Dirceu”. A imagem também trazia o número da candidatura, o CNPJ da campanha e a logomarca do SUS.

Os candidatos Kim Kataguiri e Rafa Minato, ambos do partido Missão, pediram a retirada do conteúdo. A publicação foi removida.

O ex-ministro da Casa Civil anunciou a pré-candidatura à Câmara dos Deputados em março, depois do convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dirceu trata um linfoma, mas manteve a campanha para as eleições.

Zé Gotinha é personagem do poder público

A juíza Domitila Manssur baseou a decisão na Lei nº 9.504/1997. A norma proíbe o uso de símbolos, frases ou imagens associados a órgãos públicos em propaganda eleitoral. Segundo a sentença, a campanha incorporou o personagem Zé Gotinha e a logomarca do Poder Público diretamente na campanha.

A imagem fazia referência ao Dia D da Multivacinação, mobilização nacional para imunizar crianças e adolescentes. Para a magistrada, porém, a peça não fazia apenas uma referência ao SUS.

A Justiça determinou a remoção em até 24 horas a partir do despacho. Em caso de descumprimento, fixou multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 50 mil. A defesa de Dirceu ainda pode recorrer.

Dom Odilo: ‘Muitas vezes se invoca o Estado laico para reprimir manifestações religiosas’

Cardeal defendeu a manifestação pública da fé e afirmou que país deve assegurar a liberdade de crença

Mateus Conte

Dom Odilo Scherer é o arcebispo de São Paulo | Foto: Divulgação/CNBB

O cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, afirmou que o princípio do Estado laico é usado, em algumas situações, como argumento para restringir manifestações religiosas. A declaração ocorreu durante aula magna sobre liberdade religiosa promovida pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) na última terça-feira, 25.

“Muitas vezes se invoca o Estado laico para, de alguma forma, reprimir as manifestações religiosas”, afirmou Scherer. “Se pretende até que uma praça seja laica, e por isso na praça não se pode fazer um ato religioso, ou não pode haver um crucifixo, ou uma imagem de um santo, porque o Estado é laico. Isso é um grande equívoco.”

Segundo o cardeal, a laicidade significa que o poder público não deve adotar uma religião oficial nem impor determinada crença aos cidadãos. Ao mesmo tempo, afirmou, cabe ao Estado assegurar o exercício das diferentes religiões.

“O Estado laico não é Estado repressor”, disse. “O Estado é laico, e isso significa o Estado assegura a todos a liberdade religiosa. Por outro lado, assegura a todos o direito da livre manifestação religiosa, evidentemente dentro da norma, de modo que a manifestação religiosa não venha a infringir direitos de outras pessoas ou a criar desordem pública.”

Scherer também criticou a ideia de limitar a manifestação da fé aos templos. Segundo ele, há situações em que “se pretende empurrar a religião para dentro da sacristia”. “Quer manifestar a sua religião? Lá dentro da igreja você pode, aqui fora, não, porque o Estado é laico”, afirmou. “Mais uma vez, essa pretensão de que não possa, não deva haver manifestação pública da própria fé.”

Igreja de Nossa Senhora do Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Estado não deve interferir na organização religiosa, diz cardeal

Durante a aula, Scherer citou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Constituição Federal e documentos da Igreja Católica para abordar o alcance da liberdade religiosa. Ele destacou que esse direito inclui a manifestação da crença tanto em âmbito privado quanto público.

O cardeal afirmou ainda que o Estado não deve interferir na organização interna dos grupos religiosos. Segundo ele, essas instituições têm o direito de definir sua estrutura, organizar cultos e liturgias e difundir suas convicções.

“O Estado não deve se meter também na vida interna dos grupos religiosos, que têm o direito de se organizar livremente quanto à sua organização interna sobre a prática religiosa e sobre a organização dos seus cultos e liturgias”, declarou.

O arcebispo também tratou da educação religiosa dos filhos. Segundo ele, os pais têm o direito de transmitir suas convicções religiosas, morais e éticas. “Há quem pretenda que os filhos não devam receber educação religiosa nenhuma, porque isso seria forçar a liberdade religiosa dos filhos”, disse. “Os pais educam os filhos para tanta coisa e não podem educá-los quanto às suas convicções.”

Liberdade religiosa não permite agressões, afirma dom Odilo

Scherer afirmou que a liberdade religiosa não é um direito sem limites. Segundo o cardeal, seu exercício deve respeitar os direitos de outras pessoas, a ordem pública e o bem comum. “Em nome da liberdade religiosa, por exemplo, não se pode agredir ninguém”, afirmou. “Não se deve fazer guerra em nome de Deus.”

A aula magna marcou o começo das atividades do curso Fundamentos da Liberdade Religiosa, iniciativa da ACN Brasil em parceria com a PUC-SP. O curso abordará, entre outros temas, liberdade de consciência e violações à liberdade religiosa em diferentes países.

Depois de falha técnica, PF ouve Vorcaro nesta sexta-feira

O banqueiro vai prestar esclarecimentos em videoconferência sobre suposto envolvimento de servidores do Banco Central em práticas ilícitas

Yasmin Alencar

O empresário Daniel Vorcaro, que está preso desde março na PF em Brasília | Foto: Reprodução/X

A Polícia Federal remarcou para a manhã desta sexta-feira, 28, a oitiva do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, depois de falhas técnicas impedirem o depoimento previsto para quinta-feira 27. O banqueiro vai prestar esclarecimentos em videoconferência sobre suposto envolvimento de servidores do Banco Central em práticas ilícitas.

Na data anterior, a defesa de Vorcaro buscou viabilizar a sessão virtual logo depois das 9h, mas a conexão instável impediu a comunicação adequada entre as partes. Diante disso, a nova tentativa de ouvir o ex-executivo foi reagendada para esta sexta-feira, com a expectativa de evitar novas interrupções técnicas.

Durante o depoimento, Vorcaro deverá ser indagado sobre ações de Bellini Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, ambos servidores do Banco Central afastados de suas funções por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Detalhes sobre os investigados do Banco Central

Apurações conduzidas pela Polícia Federal demonstram que Paulo Sérgio seria considerado uma espécie de “empregado” de Vorcaro dentro do órgão. Já Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, é investigado por supostamente atuar como consultor do banqueiro na instituição.

Flávio relaciona crise do Habib’s à política econômica de Lula

Senador comparou situação da rede de fast-food com a das Casas Bahia, que também entrou em recuperação judicial

Letícia Alves

O candidato Flávio Bolsonaro falando do Habbib's em sua live semanal | Foto: Reprodução/ X

O senador Flávio Bolsonaro (PL) comparou a situação financeira do Habib’s com a das Casas Bahia nesta quinta-feira, 27. O parlamentar fez o comentário depois de as duas empresas pedirem recuperação judicial.

Flávio atribuiu as dificuldades financeiras das companhias à política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma transmissão ao vivo, afirmou que a rede de fast-food não resistiu à atual gestão federal.
“Semana passada nós falamos das Casas Bahia, que fecharam as suas portas, né?”, disse Flávio. “Mais de 300 lojas das Casas Bahia que fecharam. E agora mais uma gigante aqui, que tenho certeza está na memória de muita gente. Mas agora quem não sobreviveu, quem não resistiu ao Lula foi o Habib’s.”

Grupo do Habbib’s aponta causas da crise

O Grupo Gennius, controlador do Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, declarou dívida de R$ 265,2 milhões no processo. O pedido de recuperação abrange dezenas de empresas do conglomerado.

A empresa cita a pandemia de Covid-19, a expansão do delivery e a alta da taxa básica de juros como causas da crise. Apesar disso, o grupo informou que mantém as operações normalmente em todo o país. Segundo a empresa, o processo não afeta o atendimento ao público.

O conglomerado terá 60 dias para apresentar o plano de recuperação aos credores. A Justiça poderá decretar a falência do grupo caso a assembleia rejeite a proposta.

Campanha de Flávio prepara vídeo que liga produtor de filme de Lula a escândalo da Lava Jato

Max Arveláiz era o principal interlocutor de marqueteiros petistas na cobrança pelos serviços prestados à campanha de Chávez

Edilson Salgueiro


Cineastas norte-americanos lançaram o documentário sobre Lula em 2024 | Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Oeste teve acesso a um vídeo inédito da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que revela uma das estratégias do senador fluminense contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O material recupera as relações do petista com o chavismo, os bilhões de reais devidos pela Venezuela ao Brasil e trechos das delações premiadas dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura na Operação Lava Jato. O casal trabalhou nas campanhas presidenciais de Lula e Dilma Rousseff e, em 2012, na campanha do ditador Hugo Chávez na Venezuela.

A peça tem como personagem central Maximilien Arveláiz, ex-integrante da ditadura chavista e ex-embaixador venezuelano em Brasília. Ele atuou no país de 2010 a 2013. Anos depois, tornou-se um dos produtores de Lula, documentário lançado em 2024 e dirigido pelos cineastas norte-americanos Oliver Stone e Rob Wilson.

Assista ao vídeo da campanha de Flávio Bolsonaro

No vídeo, a campanha cita os financiamentos do BNDES para viabilizar a exportação de bens e serviços de empresas brasileiras para a Venezuela, a dívida deixada pelo país e as revelações de Santana e Mônicana Lava Jato.

A estratégia amplia o arsenal que Flávio começa a levar à disputa direta com Lula. O senador chega à abertura da propaganda eleitoral em uma corrida apertada com o petista. Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira, 27, mostra Lula com 38% das intenções de voto e Flávio com 35%. No segundo turno, a distância cai para um ponto: 45% a 44%. Nos dois casos, há empate técnico. 

Mega-Sena acumula; prêmio vai a R$ 30 mi

Concurso 3050 registra 26 apostas ganhadoras na quina

Fábio Bouéri

Seis dezenas do concurso 3050 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3050 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira, 27, em São Paulo. Com isso, o prêmio acumulou e, segundo a Caixa Econômica Federal, está estimado em R$ 30 milhões para o próximo sorteio, marcado para domingo 30.

Os números sorteados foram 11, 14, 30, 38, 49 e 55. 

Ao todo, 26 apostas acertaram cinco dezenas e receberão R$ 55.536,51 cada. Outras 1.682 apostas fizeram quatro acertos, com prêmio individual de R$ 1.415,06.

Aposta baiana leva bolada em Mega-Sena de R$ 25 milhões; veja números

O jogo foi realizado na modalidade bolão, com oito cotas

Por Luiza Nascimento
Mega-Sena - Foto: Rafa Neddermeyer | Agência Brasil

Uma aposta realizada no município de Pilão Arcado, localizado no Vale do São Francisco, no norte da Bahia, faturou R$ 55.536,48 mil no sorteio da Mega-Sena desta quinta-feira, 27.

O jogo foi realizado na modalidade bolão, com oito cotas, e acertou cinco dezenas. Ninguém acertou os seis números sorteados e o concurso 3059, que valia R$ 25 milhões, acumulou.

As dezenas sorteadas foram: 11 – 14 – 30 – 38 – 49 – 55

No total, 26 jogos de todo o Brasil acertaram a quina da Mega-Sena, no entanto, a aposta soteropolitana foi única baiana a ganhar.

Próximo sorteio

Como ninguém acertou as seis dezenas, o prêmio principal acumulou. Assim, a estimativa para o próximo sorteio, marcado para domingo, 30, é de R$ 30 milhões.

Como e onde sacar?

O prêmio pode ser sacado em qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa. Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento pode ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação dos seguintes documentos:

Comprovante de identidade original com CPF

Recibo de aposta original e premiado

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de apresentação na agência da Caixa.

Já para as apostas feitas no Portal Loterias Caixa ou no aplicativo Loterias Caixa, os prêmios de valor líquido de até R$ 1.581,44 (bruto de R$ 2.259,20) poderão ser recebidos em qualquer casa lotérica ou agência do banco ou, ainda, por transferência ao Mercado Pago.

Até quando é possível sacar?

O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias após a data do sorteio. Depois disso, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES).

Funcionários da Casas Bahia anunciam protesto contra demissões em Salvador

Sindicato realiza ato em Cajazeiras contra desligamentos e fechamento de lojas da varejista

Por Iarla Queiroz
Casas Bahia - Foto: Divulgação

Comerciários de Salvador realizam, nesta sexta-feira, 28, uma manifestação contra as demissões promovidas pela Casas Bahia durante o processo de reestruturação da empresa. O ato está marcado para as 8h30, em frente à unidade da varejista no bairro de Cajazeiras, na capital baiana.

A mobilização é organizada pelo Sindicato dos Comerciários de Salvador, que pretende chamar a atenção para a situação dos trabalhadores afetados pelo fechamento de lojas da rede e pelos desligamentos registrados nas últimas semanas.

Segundo o sindicato, a empresa fechou quase 300 unidades em todo o país e demitiu cerca de 3 mil funcionários. A entidade também afirma que parte dos trabalhadores teria sido desligada sem aviso prévio e sem o pagamento dos direitos trabalhistas devidos.

Sindicato cobra direitos dos trabalhadores

A manifestação deve reunir integrantes da categoria em frente à loja de Cajazeiras. De acordo com o sindicato, o objetivo é denunciar os impactos da reestruturação da Casas Bahia e cobrar da empresa o cumprimento das obrigações trabalhistas.

O ato também ocorre após uma série de fechamentos de unidades da varejista em Salvador. Conforme apuração do portal A Tarde, 12 lojas da rede na capital baiana encerraram as atividades no dia 14 de agosto.

Entre os estabelecimentos que deixaram de funcionar estão unidades localizadas em centros comerciais de grande circulação, como Salvador Shopping, Shopping da Bahia, Shopping Barra, Shopping Paralela e Shopping Bela Vista.

Casas Bahia fechou 12 lojas em Salvador

A relação de unidades que tiveram as atividades encerradas em Salvador inclui:

Baixa dos Sapateiros;
Manuel Dias;
Avenida Sete de Setembro;
Cabula (Silveira Martins);
Salvador Shopping;
Shopping da Bahia;
Shopping Paralela;
Shopping Barra;
Shopping Piedade;
Parque Shopping Bahia;
Salvador Norte Shopping;
Shopping Bela Vista.

Na ocasião, avisos foram colocados nas portas dos estabelecimentos informando que o atendimento seria encerrado a partir daquela sexta-feira.

Segundo informações obtidas pelo portal A Tarde, os produtos que permaneciam nas lojas seriam retirados e encaminhados para centros de distribuição ou redistribuídos para outras unidades. Um funcionário ouvido pela reportagem também informou que, naquele momento, não havia previsão de realização de liquidação ou queima de estoque.

Apesar dos encerramentos, outras unidades da Casas Bahia continuavam funcionando em Salvador e na Região Metropolitana, como as lojas de Cajazeiras, Candeias, Calçada, Camaçari, Pau da Lima, Itapuã, Simões Filho e Dias D’Ávila. A unidade de Itabuna também foi fechada.

Reestruturação atingiu quase 300 lojas

Os fechamentos fazem parte de uma reestruturação nacional da Casas Bahia. Entre os dias 13 e 14 de agosto, a companhia encerrou as atividades de 298 lojas e promoveu cerca de 1,9 mil demissões, segundo informações divulgadas pelo Valor.

O volume de fechamentos corresponde a 28,7% das pouco mais de mil unidades mantidas pela empresa no país. Os cortes também representam aproximadamente 6,7% do quadro de funcionários da companhia.

De acordo com as informações divulgadas pela empresa, cerca de 600 trabalhadores foram desligados no dia 13 de agosto, enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil cortes estavam previstos para o dia seguinte. Uma terceira fonte ouvida pelo Valor estimou que o número total de demissões poderia chegar a 3 mil.

Prejuízos pressionam Casas Bahia

A redução da estrutura ocorre em meio a uma sequência de resultados negativos da companhia. No primeiro trimestre de 2026, a Casas Bahia registrou prejuízo próximo de R$ 1,1 bilhão, mais que o dobro da perda contabilizada no mesmo período do ano anterior.

Em 2025, o prejuízo consolidado da empresa chegou a R$ 3 bilhões, três vezes o resultado negativo registrado em 2024.

A companhia também enfrenta despesas financeiras elevadas e os efeitos do endividamento dos consumidores sobre o poder de compra.

Em 2024, a Casas Bahia recorreu a uma recuperação extrajudicial para reorganizar sua estrutura de capital. O processo foi encerrado posteriormente após um acordo com instituições financeiras.

Apesar da redução da dívida líquida no primeiro trimestre deste ano, impulsionada principalmente pela conversão de dívidas de credores em ações da companhia, a empresa segue apresentando resultados negativos.

Operação física encolhe

A estratégia de redução da estrutura física já vinha sendo adotada pela Casas Bahia antes do novo movimento de fechamentos.

A empresa terminou 2025 com 1.042 lojas, contra 1.064 no ano anterior. Em 2023, as redes Casas Bahia e Ponto Frio somavam 1.078 estabelecimentos.

Nos 12 meses encerrados em março, a companhia havia fechado 26 lojas — 12 da Casas Bahia e 14 do Ponto Frio.

O encerramento de outras 298 unidades em apenas dois dias amplia de forma significativa a redução da presença física da empresa no país.

No balanço do primeiro trimestre, a Casas Bahia informou que acompanha o desempenho de suas lojas e centros de distribuição e encerra operações consideradas incapazes de gerar valor.

Mesmo com a redução da rede física, a receita bruta consolidada da companhia avançou 6,4% no primeiro trimestre, chegando a R$ 8,8 bilhões.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo comércio digital. As vendas de produtos próprios no ambiente online aumentaram 26% no período. Por outro lado, a receita do marketplace recuou 0,6%, enquanto as vendas das lojas físicas caíram 1,8%.

A margem bruta da empresa permaneceu em 30,3%.

Com a redução do número de lojas e do quadro de funcionários, a Casas Bahia busca diminuir despesas, melhorar a geração de caixa e reverter o cenário de prejuízos que vem enfrentando.

Saiba quem são os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026

Ranking foi divulgado pela Forbes

Por Edvaldo Sales
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook - Foto: Roslan Rahman | AFP | Arquivo

O ranking anual de bilionários da Forbes foi divulgado na quinta-feira, 27. O cofundador do Facebook, Eduardo Saverin mantém pelo terceiro ano consecutivo o posto de brasileiro mais rico.

Saverin, que tem fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões, ficou conhecido por ser sócio de Mark Zuckerberg, a quem conheceu ainda na faculdade. Ele nasceu em São Paulo e vive em Singapura atualmente.

Saverin apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011. Ele segue como acionista minoritário da Meta, dona do Facebook e, atualmente, também atuante no mercado de venture capital, que investe em empresas com potencial de crescimento.

Formado em economia por Harvard, o bilionário conheceu Mark Zuckerberg na universidade e ajudou a criar o Facebook em 2004. O livro Milionários Acidentais, de Ben Mezrich, publicado em 2012, revela que ele foi responsável pelo investimento inicial que viabilizou o começo das operações da empresa.

A segunda posição do ranking ficou com Vicky Safra, herdeira do Banco Safra e uma das mulheres mais ricas do país. De acordo com a Forbes, ela acumula R$ 130,6 milhões. O patrimônio ligado à sua participação no banco após a morte do marido, Joseph Safra, em 2020. Ela nasceu na Grécia e foi naturalizada brasileira.

Na sequência, vem Jorge Paulo Lemann, empresário e um dos principais acionistas da AB InBev e da 3G Capital. Segundo a Forbes, ele acumula R$ 103,5 bilhões, patrimônio construído principalmente a partir de investimentos no mercado financeiro e em grandes empresas.

Em quarto lugar está André Esteves, fundador e principal acionista do BTG Pactual. A Forbes revelou que ele acumula R$ 66,1 bilhões. Esse patrimônio foi construído a partir de sua trajetória no mercado financeiro e da expansão do banco de investimentos.

A Forbes identificou, na 14ª edição da lista nacional, 255 brasileiros com patrimônio acima de R$ 1 bilhão, com fortuna combinada de R$ 1,86 trilhão.

Entre os bilionários listados, 57,25% ampliaram suas fortunas no último ano, enquanto 30,2% registraram queda.

Apenas um manteve o mesmo patrimônio. A edição também traz cinco novos integrantes, que entraram pela primeira vez para o grupo de bilionários.

Confira os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026:

Eduardo Saverin (Meta / Facebook): R$ 162,9 bilhões

Vicky Sarfati Safra e família: R$ 130,6 bilhões

Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital / AB InBev): R$ 103,5 bilhões

André Santos Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões

Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco / CBMM): R$ 50,3 bilhões

Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco / CBMM): R$ 46,6 bilhões

Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital / AB InBev): R$ 38,8 bilhões

Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões

Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev / 3G Capital): R$ 35,4 bilhões

Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões
quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Advogado é investigado por suposta ameaça a juiz em audiência

Defensor citou delegado assassinado em referência ao PCC e depois disse temer por postura de magistrado

Fábio Bouéri


A influenciadora Deolane Bezerra, que também é defendida pelo advogado Marcos Cebola | Foto: Reprodução/Redes sociais

O advogado Marcos Roberto Cebola e Silva é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por uma suposta ameaça de morte contra o juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau (SP). O episódio ocorreu durante uma audiência, em outubro de 2025, de um processo envolvendo pessoas acusadas de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Cebola defendia uma das acusadas quando mencionou o ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, executado a tiros em setembro de 2025. O policial atuava no combate ao PCC no litoral paulista. O advogado é conhecido também por defender a influenciadora Deolane Bezerra, que está presa sob acusação de lavar dinheiro para o crime organizado.

Advogado faz declarações durante audiência

Segundo o relato feito pelo magistrado à Polícia Civil, a referência ao delegado morto causou estranheza porque o assassinato não tinha relação direta com o processo. Para o juiz, a menção poderia representar uma alusão à trajetória de Fontes e ao fato de ele ter sido morto em um crime atribuído a integrantes do PCC.

Ao final da audiência, Cebola voltou a pedir a revogação das prisões preventivas dos acusados. Depois de o juiz afirmar que analisaria o pedido conforme a legislação, o advogado disse temer que Deyvison não “adentrasse ao Elísio”.

O magistrado interpretou a declaração como uma possível intimidação e comunicou o caso às autoridades. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) requisitou a abertura de inquérito para apurar eventual crime de coação no curso do processo.

Cebola negou ter ameaçado ou tentado intimidar o juiz. Segundo o advogado, a expressão “Elísio” fazia referência ao paraíso e sua fala tinha caráter espiritual, sem qualquer intenção de ameaçar o magistrado. A investigação segue em andamento e não significa que Cebola tenha sido denunciado ou condenado.

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