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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Weverton Rocha lavava dinheiro do INSS com imóveis e aviões, diz PF

Investigação também cita postos de combustíveis e fazendas na estrutura investigada; senador nega irregularidades

Letícia Alves

Senador Weverton Rocha (PDT-MA) | Foto: Reprodução/Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) investiga o senador Weverton Rocha (PDT-MA) por suspeita de integrar um esquema de desvio de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A corporação revela a existência de uma estrutura de lavagem de dinheiro com empresas, postos de combustíveis, imóveis, fazendas e aeronaves.

Na terça-feira 4, familiares e supostos sócios do parlamentar foram alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A investigação utilizou dados extraídos do celular do senador, confrontados com informações da Operação Sem Desconto.

A representação da PF cita o advogado Willer Tomaz como coordenador do núcleo central. Segundo a polícia, ele teria fornecido estrutura financeira, patrimonial e logística para ocultar a origem e o destino dos recursos.

Patrimônio de Weverton Rocha sob apuração

A investigação identificou movimentações em dinheiro, compra de bens em nome de terceiros e investimentos em veículos e empresas de radiodifusão. Também mapeou contratos de empréstimo e contas de familiares para rastrear o fluxo dos recursos e identificar os envolvidos.

Entre os bens investigados está uma mansão no Lago Sul, em Brasília. A PF afirma que Weverton negociou o imóvel, mas uma empresa ligada a Willer Tomaz formalizou a compra por R$ 6 milhões. A polícia suspeita que a aquisição tenha beneficiado o senador.

A corporação também apura a movimentação financeira de postos de combustíveis administrados por uma familiar de Rocha. Segundo a investigação, os estabelecimentos transferiram recursos para a compra de fazendas e máquinas agrícolas, apesar de registros de dificuldades financeiras. A PF ainda cita empréstimos contratados depois da entrada de valores considerados suspeitos.

Defesa dos investigados

A investigação revela uma rota aérea entre Brasília e o Maranhão para o transporte de dinheiro em espécie. Os valores ultrapassariam R$ 1 milhão por voo. A decisão judicial menciona planilhas com entregas de até R$ 1,5 milhão e a apreensão posterior de R$ 1 milhão com um suspeito ligado a um ex-assessor do senador.

Segundo a PF, empresas de comunicação ligadas à família de Rocha também movimentaram recursos do esquema. A investigação afirma que uma funcionária identificada como “Financeiro WT” administrava pagamentos e entregas de dinheiro em espécie entre o senador e Willer Tomaz.

Weverton Rocha nega irregularidades e atribui a investigação a interesses políticos. O senador afirma que os bens da família têm origem lícita e diz confiar na Justiça.

Willer Tomaz declarou que não é investigado na Operação Sem Desconto. Segundo ele, o empréstimo de uma aeronave ao senador ocorreu por razões pessoais, sua imobiliária atua regularmente e os repasses a uma advogada da família de Rocha correspondiam ao pagamento de serviços prestados e declarados.

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