Ao concordar com a decisão do governo, senador afirmou que 'tinha que ter eleição todo mês'
Lucas Cheiddi

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A revogação por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva do imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reações no cenário político nesta terça-feira, 12. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, criticou o tempo de duração da cobrança e ironizou a decisão do petista.
Durante a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio declarou que, se houvesse eleições mensais, o chefe do Executivo tomaria decisões corretas com maior frequência.
“Acho que a gente tinha que ter eleição todo mês, para ele fazer as coisas certas com mais frequência, mas é mais um ano de eleição”, afirmou o conservador ao portal Metrópoles.
“[Lula] Passou vários anos aqui sem combater crime organizado e agora vai passar a combater crime organizado. Passou três anos e meio taxando todo mundo e agora tá ‘destaxando’. Mas eu fico feliz que ele tenha feito a revogação da taxa das blusinhas, como eu anunciei que faria a partir do meu governo.”
Crítica de Flávio à carga tributária nacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O senador também aproveitou para defender a ideia de que o governo reduza não só impostos sobre importações, mas também encargos fiscais e burocráticos que incidem sobre a indústria nacional. “E agora, obviamente, tem que ter um jeito de reduzir a carga tributária, o peso do Estado sobre os produtores nacionais”, entende Flávio.
“Falta completar essa parte. E aí, nós vamos ver se realmente Lula quer fazer a coisa certa ou quer só jogar para a plateia. Então, parabéns pela revogação da taxa das blusinhas, mas ele tem que fazer a revogação agora dos grandes encargos tributários e burocráticos que existem sobre os produtores nacionais. É aqui que a gente resolve. Vamos valorizar a indústria nacional, tirando o peso do Estado sobre ela.”
Lula anunciou o fim da taxa nesta terça-feira, 12. A medida passará a valer a partir desta quarta-feira, 13, por meio de uma medida provisória, publicada no Diário Oficial. O imposto estava em vigor desde agosto de 2024, depois de ser aprovado pelo Congresso Nacional, com apoio do PT e da base do governo, e sancionado pelo presidente.
De janeiro até agora, a arrecadação federal com impostos sobre encomendas internacionais chegou a R$ 1,78 bilhão. O valor é 25% maior em relação ao mesmo período do ano passado, quando o montante foi de R$ 1,43 bilhão.

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